FORMAÇÃO DOCENTE NO ENSINO SUPERIOR E TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: IMPLICAÇÕES NEUROEDUCACIONAIS NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM

  • Autor
  • RITA CELIANE ALVES FEITOSA
  • Resumo
  • Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA), trata de uma condição do neurodesenvolvimento, caracterizada por alterações na comunicação, interação social e no comportamento, trazendo desafios desde os primeiros anos de vida, principalmente pelo seu repertório restritivo de atividades e interesses. Tais características podem impactar diretamente no processo de ensino e aprendizagem, sobretudo quando o ambiente educacional não está preparado para acolher e compreender as especificidades desses estudantes, o que demanda reflexões sobre a formação docente no ensino superior frente às necessidades educacionais atuais. Nesse contexto, a neuroeducação surge como um campo de conhecimento que contribui para os processos de aprendizagem e práticas pedagógicas mais inclusivas por meio da compreensão dos processos cognitivos envolvidos na aprendizagem. Objetivo: Refletir sobre a importância da formação docente no ensino superior diante das especificidades do processo de ensino e aprendizagem de estudantes com Transtorno do Espectro Autista, à luz das contribuições da Neuroeducação. Método: Trata-se de uma pesquisa do tipo revisão narrativa, de abordagem qualitativa. A análise foi realizada por meio da revisão da literatura científica, considerando como critério de inclusão produções publicadas nos ultimos cinco anos e como critério de exclusão, trabalhos que não contemplassem a interface entre educação e aprendizagem diante do aluno (a) com TEA. Resultados: Os estudos analisados, evidenciam um aumento significativo no número de estudantes com TEA que ingressam no ensino superior, o que representa um avanço nas políticas de inclusão educacional e social. No entanto, ainda existem muitos entraves, especialmente ao que se refere à preparação pedagógica, justificado em partes à insuficiência de processos de formação continuada que possibilitem o desenvolvimento de conhecimentos pedagógicos voltados para esse contexto. Nesse interim, as estratégias neuroeducacionais como o uso de recursos visuais, a organização estruturada das atividades, a fragmentação de tarefas complexas e a previsibilidade das rotinas, favorecendo o processo de ensino e aprendizagem no ensino superior. Conclusão: O aumento da presença de estudantes com Transtorno do Espectro Autista no ensino superior, demanda preparação e investimento na formação docente, voltada para educação inclusiva, incorporando conhecimentos neuroeducacionais para adoção de estratégias pedagógicas acessiveis e eficazes.

  • Palavras-chave
  • Formação Docente, Ensino Superior, TEA, Neuroeducação, Ensino e aprendizagem.
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • Neurociências e Educação
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