Introdução: O uso de dispositivos eletrônicos e a exposição prolongada a
telas na primeira infância têm se tornado cada vez mais frequentes e podem
influenciar o desenvolvimento neuropsicomotor, afetando habilidades
cognitivas, motoras, sociais e emocionais. O tempo excessivo em telas pode
resultar em atrasos na linguagem, diminuição da interação social e alterações
comportamentais. Fatores como supervisão dos cuidadores, qualidade do
conteúdo e estímulos alternativos modulam esses efeitos. Objetivo: Analisar
a relação entre o uso de telas e o desenvolvimento neuropsicomotor na
primeira infância, identificando fatores de risco e proteção, bem como suas
implicações para orientação familiar e promoção do desenvolvimento
saudável. Método: Realizou-se uma revisão bibliográfica integrativa de
estudos publicados entre 2010 e 2025, utilizando as bases PubMed, Scopus,
Web of Science, SciELO e LILACS. Inicialmente, foram identificados 30
estudos, dos quais 16 foram incluídos na análise final após aplicação dos
critérios de elegibilidade e leitura crítica. Os estudos foram organizados por
categorias temáticas para sistematizar os fatores de risco e proteção
associados ao uso de telas. Resultados: A revisão indicou que fatores de
risco incluem tempo excessivo de exposição, conteúdos inadequados, falta de
supervisão e redução de experiências motoras e sociais. Fatores de proteção
incluem a definição de limites de tempo de tela, utilização de conteúdos
educativos, mediação ativa dos cuidadores e a realização de atividades
físicas e sensoriais complementares. Orientações parentais e intervenções
educativas também mostraram-se eficazes na minimização dos impactos
negativos e na promoção do desenvolvimento integral das crianças.
Conclusão: O desenvolvimento neuropsicomotor infantil é fortemente
influenciado pelo ambiente e pelos estímulos recebidos. Ambientes
estimuladores e supervisionados favorecem o desenvolvimento integral,
enquanto a exposição excessiva a telas sem mediação pode gerar impactos
duradouros. Estratégias preventivas, identificação precoce de fatores de risco
e orientação familiar são essenciais para promover o uso equilibrado das
tecnologias digitais e garantir melhores oportunidades de desenvolvimento
para todas as crianças.
Comissão Organizadora
Diogo Macedo Feijó
Comissão Científica