DA TEORIA À VIDA REAL: APLICAÇÕES DA NEUROCIÊNCIA E MEDIAÇÃO FAMILIAR NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DE UM ADOLESCENTE COM AUTISMO.

  • Autor
  • Gilcélia Medeiros Sousa Marinho
  • Co-autores
  • Alanne de Oliveira Garcia Gouveia2 e Maria Suely Farias Cunha
  • Resumo
  •  

    Introdução: A adolescência no Transtorno do Espectro Autista (TEA), impõe diversos desafios relacionados à comunicação social, flexibilidade cognitiva e autocontrole. Na ótica da neurociência, compreender como o cérebro aprende (integrando memória, atenção, emoção e motivação) torna-se fundamental para organizar práticas educativas. A aprendizagem é favorecida quando há engajamento atencional, ativação emocional significativa e repetição contextualizada, promovendo efetivação da memória e generalização prática. Este relato objetiva descrever a aplicação desses fatores na mediação do processo de ensino-aprendizagem de um adolescente autista, articulando minha vivência como mãe e estudante de Terapia Ocupacional. Relato de caso de experiência: A experiência foi desenvolvida com um adolescente de 15 anos, com TEA e comorbidades associadas, como TDAH (Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade) e TPAC (Transtorno do processamento auditivo), no contexto domiciliar, estruturando a rotina com previsibilidade e planejamento de pausas, a fim de reduzir sobrecargas e favorecer funções executivas. Estratégias baseadas em interesses restritos foram utilizadas como mediadores motivacionais, ampliando o tempo de atenção sustentada e a participação em atividades acadêmicas. A associação entre conteúdo escolar e experiências emocionalmente positivas mostrou-se potente para consolidação da memória, especialmente quando vinculada a situações práticas do cotidiano. Foram empregados recursos multissensoriais, fragmentação de tarefas e intervalos, respeitando o ritmo do adolescente. Observou-se que estados emocionais regulados potencializavam a aprendizagem, enquanto situações de estresse prejudicavam evocação e flexibilidade cognitiva. A mediação intencional, com reforço positivo e feedback imediato, contribuiu para maior autonomia e transferência de habilidades para outros contextos. Conclusão: Conclui-se que a integração entre fundamentos da neurociência e práticas educativas individualizadas favorece processos de aprendizagem mais significativos no TEA. A experiência demonstra que emoção e motivação não são elementos acessórios, mas centrais na consolidação da memória e na sustentação da atenção. Ressalta-se a importância da atuação parental bem informada e engajada, articulada ao olhar da Terapia Ocupacional, como ponte entre conhecimento teórico e aplicabilidade cotidiana, promovendo desenvolvimento, autonomia e participação social.

     

  • Palavras-chave
  • Consolidação da memória, Aprendizagem significativa, Desenvolvimento.
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • Neurociências e Educação
Voltar
  • Neurociências e Educação
  • Neurociências e Transtornos Neuropsiquiátricos/Transtornos do Neurodesenvolvimento
  • Neurociências e Nutrição
  • Neurociências e Movimento Humano
  • Neurociências e Neuropatologias

Comissão Organizadora

Diogo Macedo Feijó

Comissão Científica