A LUDICIDADE COMO FERRAMENTA TERAPÊUTICA NO CUIDADO AO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UMA PERSPECTIVA DA TERAPIA OCUPACIONAL

  • Autor
  • Amanda Pereira Marçal Jeronimo Leite
  • Co-autores
  • Diana Leite Brasil Cavalcanti , Geísla Grasiele Gomes Pinto , Giovanna Costa de Carvalho
  • Resumo
  • Introdução: Na infância, o brincar transcende o entretenimento, configurando-se

    como a ocupação primária pela qual a criança explora o mundo, expressa sua

    subjetividade e desenvolve competências neuropsicomotoras. No contexto do

    Transtorno do Espectro Autista (TEA), essa atividade encontra-se frequentemente

    fragilizada devido ao desenvolvimento atípico e às restrições na interação social e no

    repertório imaginativo. Para a Terapia Ocupacional, o brincar é tanto um meio quanto

    um fim terapêutico, funcionando como uma ponte essencial para o engajamento

    ocupacional e para a organização sensorial e cognitiva. Compreender a aplicação

    técnica do lúdico é fundamental para fortalecer intervenções baseadas em evidências

    no campo das neurociências. Objetivo: Analisar a relevância do brincar na

    intervenção terapêutico-ocupacional voltada a crianças com TEA, destacando sua

    aplicabilidade como facilitador do desenvolvimento global e da participação social.

    Método: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter qualitativo,

    realizada por meio da análise de produções científicas e referenciais teóricos sobre a

    interface entre Terapia Ocupacional, ludicidade e autismo. A busca baseou-se em

    estudos que discutem as concepções profissionais e a eficácia das atividades lúdicas

    no suporte ao neurodesenvolvimento. Resultados: A literatura científica aponta que o

    brincar é uma das estratégias mais eficazes para o estabelecimento do vínculo

    terapêutico no atendimento ao TEA. Os achados indicam que o uso do brincar

    estruturado e simbólico favorece a redução de barreiras de comunicação e estimula a

    flexibilidade cognitiva e a modulação sensorial. Observa-se que, ao intervir através do

    lúdico, o terapeuta ocupacional promove o desenvolvimento de habilidades de

    imitação e o compartilhamento de atenção, transformando o ato de brincar em um

    ambiente seguro para a criança organizar suas estruturas mentais e ampliar sua

    autonomia nas atividades cotidianas. Conclusão: Conclui-se que o brincar é

    indispensável para a prática clínica da Terapia Ocupacional no cuidado ao TEA, sendo

    o principal elo para o desenvolvimento integral. É necessário valorizar os modelos de

    intervenção próprios da profissão que utilizam a ludicidade como eixo estruturante,

    garantindo que a criança autista alcance maior qualidade de vida e inclusão social

    através da valorização de sua ocupação principal.

  • Palavras-chave
  • Terapia Ocupacional, Brincar, Transtorno do Espectro Autista.
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • Neurociências e Transtornos Neuropsiquiátricos/Transtornos do Neurodesenvolvimento
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