O BRINCAR E A NEUROCIÊNCIA NO DESENVOLVIMENTO DA APRENDIZAGEM COMPORTAMENTAL EM CRIANÇA ATÍPICA

  • Autor
  • José Marciel Araújo Porcino
  • Resumo
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    Introdução:  A estruturação ou reestruturação do comportamento humano são atributos: neurológico, neuroquímico, neuropsicológico   e neurofisiológico. E esses processos acontecem de forma natural, porém, existem pessoas que apresentam empecilhos em uma ou mais dessas características. Contudo, sabemos da importância da interação do indivíduo com o ambiente potencial, avaliado, planejado e estruturado. E para essa ligação acontecer, o brincar surge como uma das intervenções capaz de superar as barreiras que afetam o neurodesenvolvimento, através da neuroplasticidade a pessoa atípica tende-se a alcançar a potencialidade. Objetivo: Descrever as contribuições do brincar e da neurociência no desenvolvimento da aprendizagem comportamental em criança atípica. Método: A pesquisa foi desenvolvida através de uma abordagem de revisão bibliográfica do tipo descritiva, fundamentando-se em estudos sobre a natureza do construto do brincar e da neurociência em crianças atípicas. Delimitou-se estudos de 2016 a 2026. Resultados: O brincar é uma forma de contato com a realidade que a criança utiliza para se expressar e comunicar. Essa experiência pode ser articulada de forma científica. A Análise do Comportamento Aplicada-ABA, contribui na avaliação dos níveis de brincar e a interface com o ensino das habilidades básicas, que são exploradas a partir do brincar, destacando os níveis: exploratório, funcional, pré-simbólico, simbólico e jogos de regras. As contribuições da neurociência ocorrem com a neuroplasticidade, onde a janela de oportunidade impulsiona conexões neuronais, fazendo as funções cerebrais captar e processar as informações, permitindo adentrar nas fases do brincar, elevando a criança a aprendizagem comportamental. O brincar estimula o córtex pré-frontal, parietal, temporal, sistema límbico, cerebelo e gânglios da base, estimulando as áreas de atenção, linguagem, memória, emoção, motricidade e funções executivas, de forma a estruturar ou reestrutura a aprendizagem comportamental. Conclusão: O brincar, fundamentado nos princípios da neurociência e articulado a intervenções baseadas em evidências, favorece a ativação da neuroplasticidade, promovendo a integração de múltiplas áreas cerebrais responsáveis pela atenção, linguagem, memória, emoção, motricidade e funções executivas. A interface com a Análise do Comportamento Aplicada potencializa o ensino de habilidades básicas, possibilitando avanços funcionais e adaptativos no comportamento da criança atípica.

     

  • Palavras-chave
  • Brincar, Neurociência, Aprendizagem comportamental, Neurodesenvolvimento.
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • Neurociências e Transtornos Neuropsiquiátricos/Transtornos do Neurodesenvolvimento
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