MIMETIZAÇÃO DE SINAIS DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA PELO USO PRECOCE DE TELAS: IMPORTÂNCIA NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAl.

  • Autor
  • Cinthia Franklin de Queiroga
  • Resumo
  • Introdução: O neurodesenvolvimento infantil é um processo dinâmico e altamente sensível aos estímulos ambientais, sobretudo nos primeiros anos de vida, fase marcada por intensa plasticidade neural. Nesse contexto, a exposição as telas tem sido associada a alterações do desenvolvimento e ao surgimento de manifestações comportamentais semelhantes às observadas no Transtorno do Espectro Autista (TEA), como isolamento social, atraso na linguagem e prejuízos na atenção compartilhada. Essas manifestações podem dificultar o diagnóstico diferencial, especialmente quando relacionadas à privação de interações sociais presenciais, prejuízos no sono e alterações na regulação comportamental. Objetivo: Analisar a relação entre exposição precoce a telas, surgimento de sinais comportamentais semelhantes ao TEA e a relevância do diagnóstico diferencial com base em fatores ambientais, especialmente tempo de tela e higiene do sono. Método: Trata-se de revisão integrativa da literatura, realizada nas bases MEDLINE, PubMed e APA PsycInfo. Utilizaram-se os descritores em ciências da saúde “Autism Spectrum Disorder”, “Screen Time” e “Neurodevelopment”, combinados pelo operador booleano AND. Foram incluídos artigos completos, publicados nos últimos 10 anos, em inglês e português, que abordassem a relação entre exposição precoce a telas e manifestações comportamentais semelhantes ao TEA. Excluíram-se estudos sem enfoque nessa associação. Resultados: Os estudos apontam que o uso excessivo de telas, especialmente no período noturno, associa-se a irritabilidade, alterações comportamentais e déficits sociocomunicativos. A qualidade do sono mostrou-se fator mediador relevante, uma vez que a luz azul interfere na secreção de melatonina e no ritmo circadiano. Em crianças com sinais relacionados ao contexto ambiental, observou-se melhora clínica após redução da exposição digital e reorganização da rotina de sono. Tais evidências reforçam a importância do diagnóstico diferencial para distinguir o transtorno neurobiológico de alterações comportamentais reversíveis induzidas pelo ambiente, evitando diagnósticos falso-positivos e favorecendo intervenções dirigidas à etiologia real dos atrasos no neurodesenvolvimento. Conclusão: A diferenciação entre TEA e manifestações comportamentais associadas ao uso precoce de telas é fundamental para evitar diagnósticos equivocados e direcionar intervenções adequadas. A investigação do tempo de tela e da higiene do sono deve integrar a avaliação clínica.

  • Palavras-chave
  • Transtorno do Espectro Autista, Tempo de Tela,
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • Neurociências e Transtornos Neuropsiquiátricos/Transtornos do Neurodesenvolvimento
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