Vitamina D e modulação neuroimunológica no Transtorno do Espectro Autista: implicações para comportamento, linguagem e função cerebral

  • Autor
  • Antonio Raimundo Lima de Sousa
  • Co-autores
  • Cinthia Franklin de Queiroga , Idalina Campina Santana de Oliveira , Monalisa Lopes dos Santos Caldas , Apolônio Peixoto de Queiroz
  • Resumo
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    Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição caracterizada por prejuízos na comunicação social e pela presença de padrões comportamentais restritos e repetitivos. Evidências recentes sugerem que indivíduos com TEA apresentam maior prevalência de hipovitaminose D em relação à população geral, podendo associar-se à intensificação de manifestações comportamentais e cognitivas. A vitamina D exerce papel relevante na modulação da resposta imunológica, na regulação da neuroplasticidade e na homeostase inflamatória cerebral, fatores que têm sido investigados na compreensão dos mecanismos biológicos envolvidos no TEA. Objetivos: Analisar, na literatura científica recente, a relação entre níveis séricos de vitamina D e a modulação de aspectos neurocomportamentais em indivíduos com TEA, considerando possíveis repercussões para comportamento, linguagem e função cerebral. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram utilizados os descritores “Autism Spectrum Disorder”, “Vitamin D” e “Behavior”, combinados pelo operador booleano AND, incluindo estudos publicados entre 2015 e 2025. Resultados: Os estudos analisados evidenciaram a prevalência da deficiência de vitamina D em indivíduos com TEA, frequentemente associada à maior gravidade de sintomas comportamentais. Evidências apontam que níveis adequados desse micronutriente podem contribuir para a modulação de processos neuroimunológicos envolvidos no funcionamento cerebral. Nesse contexto, ensaios clínicos recentes investigaram o impacto da suplementação de vitamina D na redução de citocinas pró-inflamatórias e na modulação de neurotransmissores envolvidos em funções cognitivas e comportamentais, auxiliando em aspectos como sociabilidade, atenção compartilhada e desenvolvimento da linguagem. Conclusão: Os achados sugerem uma associação relevante entre níveis adequados de vitamina D e a modulação de manifestações neurocomportamentais no TEA. Esses resultados reforçam a importância da avaliação nutricional e da investigação de possíveis deficiências micro nutricionais como parte de uma abordagem interdisciplinar no acompanhamento clínico de indivíduos com TEA. Entretanto, são necessários estudos adicionais para elucidar os mecanismos envolvidos e estabelecer diretrizes terapêuticas mais robustas.

  • Palavras-chave
  • Vitamina D, Transtorno do Espectro Autista, Neuroinflamação, Neurodesenvolvimento
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • Neurociências e Transtornos Neuropsiquiátricos/Transtornos do Neurodesenvolvimento
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