ESTRATÉGIAS LÚDICAS E PSICOEDUCATIVAS PARA ESTIMULAÇÃO DE FUNÇÕES EXECUTIVAS EM ESTUDANTES: RELATO DE EXPERIÊNCIA

  • Autor
  • Francisco Daniel Dutra da Costa
  • Co-autores
  • Emmanuelly dos Santos Batista , Maria Luiza Beltrão Torquato Pinto , Natália Marques Adelino , Livânia Beltrão Tavares
  • Resumo
  • Introdução: A Lei nº 15.100/2025 proíbe o uso de celulares nas escolas públicas brasileiras e atribui às instituições a responsabilidade de promover a conscientização sobre os prejuízos do uso excessivo de telas. Evidências apontam impactos negativos desse uso na atenção seletiva e sustentada, na memória, na linguagem e nas funções executivas. Tal cenário é preocupante, pois o desenvolvimento adequado dessas habilidades é esperado ao final do ensino fundamental. Diante disso, intervenções no contexto escolar tornam-se necessárias. Relato de experiência: As ações foram desenvolvidas no âmbito de um projeto de extensão em uma escola estadual da Paraíba, envolvendo turmas do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, com média de 20 estudantes por turma. Foram realizados seis encontros com cada turma, ao longo de três meses, com duração média de 45 minutos, fundamentados em uma perspectiva neuroeducacional. O objetivo foi estimular funções executivas potencialmente impactadas pelo uso excessivo de dispositivos eletrônicos, como atenção sustentada e memória de trabalho, além de promover a conscientização sobre os impactos concretos que a utilização excessiva de telas pode causar. As intervenções foram conduzidas, inicialmente, por meio de reflexões sobre a função cognitiva a ser trabalhada naquele dia. Em seguida, eram distribuídos jogos de estimulação, como jogos de cartas, desafios lógicos e jogos produzidos pelos extensionistas, além de atividades estratégicas e dinâmicas cooperativas. Os alunos eram incentivados a reproduzir os jogos em casa como alternativas ao uso de telas. Nos encontros iniciais, observou-se dificuldade na manutenção da atenção, impulsividade diante de erros e limitação na elaboração de estratégias, especialmente nas turmas mais avançadas. Ao longo das intervenções, percebeu-se melhora progressiva na permanência em tarefas estruturadas, maior cooperação entre os pares e ampliação do uso de estratégias de planejamento e memória, sugerindo engajamento crescente com as atividades propostas. Conclusão: A experiência evidenciou a importância de intervenções lúdicas não apenas para a conscientização sobre o uso excessivo de telas e seus impactos na aprendizagem, mas também para promover o fortalecimento de habilidades cognitivas essenciais ao desempenho acadêmico. Diante dos resultados observados, prevê-se a continuidade das intervenções, com ampliação do alcance e aprofundamento do trabalho com funções executivas no ambiente escolar.

  • Palavras-chave
  • Funções executivas, Relato de experiência, Tempo de tela, Extensão universitária.
  • Modalidade
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  • Área Temática
  • Neurociências e Educação
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