INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA NO DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES SOCIAIS EM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA POR MEIO DO TREINO EM PARES

  • Autor
  • Camila Gonçalves de Queiroz
  • Co-autores
  • Danielly Bruna Dionisio Santos , Mabel dias de Araújo
  • Resumo
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    Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por dificuldades na comunicação, interação social e comportamentos repetitivos. O treino de habilidades sociais entre pares semelhantes pode ser uma estratégia eficaz, permitindo que crianças pratiquem interações em ambiente mediado e aprendam com a experiência dos colegas. Discutir essas estratégias contribui para aprimorar intervenções nos transtornos do neurodesenvolvimento. Objetivo: Analisar o treino de habilidades sociais em pares semelhantes como intervenção psicológica em crianças com TEA nível um de suporte. Relato de experiência: Este relato descreve a aplicação de um Treinamento de Habilidades Sociais (THS) em díades, realizado em uma clínica multidisciplinar na Paraíba, com três sessões mediadas por psicólogas. O objetivo foi desenvolver habilidades de cooperação e comunicação social em participantes (sexo feminino e masculino, 06 e 08 anos de idade, respectivamente) com déficits nessas áreas. O treinamento, semiestruturado e baseado em Análise do Comportamento Aplicada, incluiu modelagem de comportamento cooperativo, prática supervisionada e reforçamento positivo. Os critérios para aquisição de aprendizagem foram: pelo menos uma decisão conjunta independente, alternância de turnos em pelo menos 80% das vezes e conclusão cooperativa da tarefa. Após a conclusão do treinamento, foi incluída a psicoeducação (técnica cognitiva) para a discussão dos avanços e desafios obtidos entre os participantes. Conclusão: O THS em pares com perfis semelhantes pode promover comportamentos cooperativos e de comunicação social em crianças com TEA nível 1. Variáveis como humor, segurança e personalidade impactaram diretamente o desempenho. Embora ambos os participantes apresentassem perfis similares, responderam de formas distintas: o menino mostrou maior abertura inicial, enquanto a menina foi mais reservada e precisou de mais apoio, mas evoluiu para maior autonomia ao longo das sessões. Assim, intervenções em pares são promissoras, desde que respeitem as particularidades individuais e adaptem estratégias conforme as necessidades de cada criança.

     

  • Palavras-chave
  • Transtorno do Espectro Autista; habilidades sociais; intervenção psicológica.
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • Neurociências e Transtornos Neuropsiquiátricos/Transtornos do Neurodesenvolvimento
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