O USO DO ROLE PLAY PARA O DESENVOLVIMENTO SOCIAL E EMOCIONAL DE PESSOAS COM AUTISMO

  • Autor
  • Fernnanda Lillyan Gonçalves Morais
  • Co-autores
  • Raimundo Gilberthy Lima Oliveira , Antonio Milton Martins Marques Etelvino , Pedro Yves Lopes Fontenele , Carla Barbosa Brandão
  • Resumo
  • Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por prejuízos nas habilidades sociais e pela presença de comportamentos repetitivos e restritivos. Tais prejuízos podem ser reduzidos pelo Role-Playing, que consiste na interpretação de papéis. Objetivo: Analisar o que a literatura apresenta sobre o uso do Role-Playing para o desenvolvimento social e emocional de pessoas com TEA. Método: Para a pesquisa foram usados os bancos de dados Scielo, Pubmed, Capes e Biblioteca Virtual em Saúde Brasil (BVS), utilizando-se os descritores “(Autistic Disorder OR Autism) AND (Role Playing) AND (Therapy)”, obtidos a partir do dicionário DeCS. Foram considerados os artigos publicados no período entre 2021 e 2026, gratuitos, disponíveis na íntegra, em qualquer idioma. Foram excluídos: revisões, editoriais, ensaios, artigos de opinião, duplicatas e trabalhos fora do escopo temático. Resultados: Esse trabalho foi composto por 6 artigos. Lee et al. (2024) constataram diminuição em reatividade emocional e melhorias nos sintomas de Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e Depressão Maior em crianças que interagiram com programa que envolvia jogos de computador com atividades de dramatização, apontando para eficácia de intervenções tecnológicas que incluem habilidades sociais, também observado por Ghiglino et al. (2025) e Wagle et al. (2021). Rosenblad et al. (2025), Henning et al. (2023) e Atherton et. al. (2024) também apontam resultados positivos, pois, a partir da análise de casos envolvendo o uso de TTRPGs (Tabletop Role-Playing Game) em terapia em grupo, indicaram que a natureza estruturada e ainda adaptável dos RPGs permite que os participantes autistas desenvolvam empatia, aprimorem a regulação emocional e melhorem a exploração da identidade por meio das narrativas e de processos psicológicos, como o ‘sangramento’, que permite o extrapolamento de emoções de fora para dentro do jogo e vice-versa, auxiliando nos quadros clínicos. Conclusão: Os artigos reiteram que o Role-Playing, tanto digital quanto presencial, apresenta resultados positivos em seu papel terapêutico para crianças com TEA, em especial no âmbito social. Segundo os dados analisados, notam-se ganhos em habilidades de socialização, empatia e controle emocional, além da melhoria dos sintomas de TAG e Depressão Maior, tornando o RPG uma intervenção de baixo custo e alta eficiência, merecendo mais atenção em protocolos clínicos.

  • Palavras-chave
  • Autism Spectrum Disorder, Role Playing, Therapy.
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • Neurociências e Transtornos Neuropsiquiátricos/Transtornos do Neurodesenvolvimento
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