EFEITO DA REDUÇÃO DO ESTRESSE OXIDATIVO NO DESENVOLVIMENTO PÓS-NATAL DO CÓRTEX AUDITIVO NO COMPORTAMENTO DE SOCIABILIDADE E NOVIDADE SOCIAL EM ROEDORES MODELOS DE AUTISMO

  • Autor
  • Ivis de Carvalho Medeiros Junior
  • Co-autores
  • Victor Manoel da Silva Dias , Fred Joshua Costa Rosa , Renata Figueiredo Anomal
  • Resumo
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    Introdução: Estudos sugerem que o autismo está relacionado a alterações do desenvolvimento no córtex sensorial, durante as janelas de plasticidade, o que explicaria as alterações sensoriais observadas clinicamente. Esta pesquisa propõe que o estresse oxidativo, ao afetar células parvalbumina-positivas e redes perineuronais no período crítico, comprometeria o desenvolvimento do córtex sensorial e resultaria nos déficits de comportamento social observados no autismo. Objetivos: Tem-se por objetivo investigar se a redução do estresse oxidativo durante o período crítico do desenvolvimento do córtex auditivo primário (A1) influenciaria no comportamento social de ratos modelos de autismo. Metodologia: Foram utilizados ratos da linhagem Wistar (comitê de ética No. 35/2025). Os ratos do grupo VPA foram induzidos ao fenótipo autista (N=3) pela injeção de ácido valpróico (500 mg/kg, i.p) no dia embrionário 12 (E12). O grupo controle (N=8) recebeu o mesmo volume de solução veículo em E12. Utilizou-se roedores modelo de autismo para analisar os efeitos do antioxidante no comportamento e histologia do córtex cerebral. Estes roedores apresentam déficits na interação social e comunicação similares às pessoas com autismo. Entre P10 e P12, período crítico do desenvolvimento de A1, os ratos VPA receberam uma injeção contendo exossomos com extrato de frutos antioxidantes da planta Libidibia ferrea (i.p.). Foram analisados o comportamento social a partir de P23. No teste de sociabilidade, os ratos encontraram um rato desconhecido em uma câmara direita, sem nenhum animal na câmara esquerda. No teste de novidade social, os ratos foram expostos a um rato familiar na câmara direita e a um rato desconhecido na câmara esquerda. Cada teste abrangeu 2 sessões de 10 minutos. Cada câmara continha uma gaiola de acrílico, com ou sem animal. P< 0.05. Resultados: No teste de sociabilidade, os ratos controles passaram mais tempo na câmara direita com o rato. Os ratos VPA tratados não apresentaram preferência estatística por nenhuma câmara. Ambos grupos passaram mais tempo explorando a gaiola com animal. No teste de novidade social, os dois grupos não apresentaram preferência nem pelas câmaras e nem pelas as gaiolas com ratos. Conclusão: Embora seja necessário aumentar a amostra e incluir um grupo VPA sem tratamento, observou-se que os ratos controles e VPA tratados apresentam comportamentos similares no teste de novidade social, com algumas características comuns no teste de sociabilidade.

  • Palavras-chave
  • Autismo, Comportamento, Córtex auditivo
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • Neurociências e Transtornos Neuropsiquiátricos/Transtornos do Neurodesenvolvimento
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