Introdução: No contexto terapêutico infantil, o uso de reforçadores constitui uma estratégia importante para o manejo comportamental e para o engajamento do paciente durante as intervenções. Na Análise do Comportamento Aplicada (ABA), reforçador é todo estímulo que, quando adicionado ou retirado do ambiente, aumenta a probabilidade de ocorrência futura de um comportamento, influenciando diretamente a condução do processo terapêutico e a evolução clínica do indivíduo. Diante disso, o objetivo deste relato é descrever a contribuição do uso de reforçadores no manejo terapêutico infantil, a partir da experiência de uma equipe multiprofissional em uma clínica de desenvolvimento infantojuvenil. Relato de experiência: A experiência relatada fundamenta-se na seleção individualizada de reforçadores, com base nas especificidades e preferências de cada criança. A identificação desses estímulos ocorre por meio da avaliação de preferência, procedimento que consiste na apresentação sistemática de itens, atividades ou alimentos, com observação das respostas verbais e não verbais da criança. Entre as estratégias mais utilizadas, destacam-se a observação livre, na qual a criança interage espontaneamente com os itens disponíveis; a escolha pareada, em que dois estímulos são apresentados simultaneamente; e a apresentação de múltiplos estímulos, que possibilita a seleção entre diversas opções. Destaca-se que a efetividade do reforçador depende de sua seleção adequada e de monitoramento contínuo, uma vez que os interesses da criança podem se modificar ao longo do processo terapêutico. Quando adequadamente selecionado, o reforçador torna-se um importante aliado do terapeuta, sustentando o engajamento da criança durante intervenções voltadas à ampliação de seu repertório comportamental. A adoção dessas estratégias contribui para a efetividade das intervenções, além de favorecer o vínculo terapêutico e a responsividade na interação entre profissional e paciente. Conclusão: Conclui-se que o uso adequado e individualizado de reforçadores constitui recurso essencial no processo terapêutico infantil, favorecendo o engajamento da criança e qualificando a condução das intervenções.
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Diogo Macedo Feijó
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