INFLUÊNCIA DA MICROBIOTA INTESTINAL NA PATOGÊNESE DA DOENÇA DE ALZHEIMER

  • Autor
  • Jayane Ferreira dos Santos
  • Co-autores
  • Mirely Alves Feitosa , Rebeca Maria de Araujo Oliveira , Ezymar Gomes Cayana
  • Resumo
  • Introdução: A doença de Alzheimer (DA) é caracterizada por uma redução gradual e progressiva da função cognitiva. Devido ao seu caráter multifatorial, há uma provável relação entre a microbiota intestinal e o surgimento da DA, já que existe uma comunicação bidirecional entre o Sistema Nervoso Central e a microbiota intestinal constituindo o eixo microbiota-intestino-cérebro. Objetivo: Analisar a literatura disponível acerca da DA e de sua correlação com a mudança na microbiota intestinal. Método: O presente trabalho foi realizado através da revisão integrativa da literatura relacionada à temática da correlação entre microbiota intestinal e agravamento do Alzheimer, por meio da utilização de publicações científicas disponíveis nas bases de dados LILACS, BVS e PubMed entre os anos de 2021 e 2026. A pesquisa foi realizada com os descritores "Doença de Alzheimer" AND "Eixo Intestino-Cérebro", nos idiomas inglês, espanhol e português. Foram selecionados 8 artigos e excluídos aqueles com dados insuficientes ou que não abordavam diretamente a temática proposta. Resultados: A microbiota intestinal sofre alteração de composição devido a fatores ambientais e relacionados ao hospedeiro, principalmente em idosos, já que há uma tendência à instabilidade microbiana. Sendo assim, a disbiose eleva os níveis de lipopolissacarídeos presentes no cólon, que serão translocados para a corrente sanguínea e, posteriormente, para o cérebro, o que está relacionado com a deposição de placas amiloides presentes na patogênese da DA. No sistema nervoso central, o acúmulo extracelular de peptídeo amiloide-beta, responsável pela formação placas amiloides, é fagocitado pela microglia. No entanto, a ativação crônica desses macrófagos específicos resulta em um estado pró-inflamatório induzindo a secreção de citocinas neurotóxicas que danificam os neurônios e estimulam o desenvolvimento da DA. Conclusão: Apesar de existirem correspondências entre a microbiota intestinal e a DA, ainda há desconhecimento em relação às especificidades dos microrganismos constituintes do intestino que contribuem com a doença. Dessa forma, é imprescindível que sejam realizados estudos adicionais para a elucidação da fisiopatologia, bem como das características do microbioma intestinal. Ainda, há uma necessidade de maior compreensão do eixo microbiota-intestino-cérebro, com o objetivo de atuar promovendo medidas de intervenção precoce e reduzindo a progressão da enfermidade, especialmente em populações de risco.

  • Palavras-chave
  • Doença de Alzheimer, Eixo Intestino-Cérebro, Microbioma Gastrointestinal
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • Neurociências e Neuropatologias
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