Introdução: Este relato de experiência aborda práticas inclusivas desenvolvidas com alunos do Atendimento Educacional Especializado (AEE), abrangendo a Educação Infantil e Ensino Fundamental I e II. As intervenções semanais asseguram condições de acesso ao currículo por meio da acessibilidade a materiais, espaços e sistemas de comunicação. Sob a ótica das neurociências, tais práticas buscam otimizar os processos de aprendizagem e oferecer estímulos cognitivos e sensoriais que favorecem a plasticidade cerebral e o engajamento dos estudantes. Relato de experiência: Pensando nisso, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Josué Alves de Azevedo, município de Brejo do Cruz- PB, intenta fortalecer práticas inclusivas eficazes. As ações articularam elementos da cultura afro-brasileira com princípios da neuroeducação. Inicialmente, os estudantes participaram de momentos de sensibilização sobre o tema central e posterior com MÚSICA E DANÇA: Concentramos músicas e danças de matriz africana para promover a valorização da cultura e a expressão corporal, além de trabalhar a musicalidade, ritmo e coordenação. No campo de LITERATURA: utilizamos a obra “Letras de carvão” (VASCO; PALOMINO, 2016) para mediar diálogos sobre racismo e igualdade, ativando funções cognitivas superiores como empatia e linguagem. CONFECÇÃO DE MATERIAIS: Atividades práticas como a confecção de máscaras, instrumentos musicais, desenhos e pinturas que remetem à cultura afro-brasileira, a ação objetivou elevar a autoestima, explorando o interesse, participação, interação social, expressão simbólica visando a inclusão por meio de atividades lúdicas e psicomotoras. Em seguida foram realizadas um momento de conversas informais e pinturas faciais nos atendimentos. OFICINAS DE CULINÁRIA PARA OS PAIS E ALUNOS: Organizamos oficinas onde os alunos e os pais prepararam pratos típicos da culinária afro-brasileira, valorizando a gastronomia e a cultura alimentar. Conclusão: Os resultados evidenciaram avanços na participação, interação social e expressão emocional dos estudantes, além do fortalecimento da autoestima do sentimento de pertencimento e no maior engajamento nas atividades e ampliação das habilidades socioemocionais, uma vez que práticas inclusivas articuladas à abordagem intercultural e antirracista contribuem para um ambiente escolar mais acolhedor, favorecendo a aprendizagem, a plasticidade cerebral e o desenvolvimento integral dos alunos, além de promover uma inclusão mais efetiva e humanizada.
Comissão Organizadora
Diogo Macedo Feijó
Comissão Científica