Introdução: A realidade virtual imersiva (RVI) tem emergido como recurso inovador, que potencializam estímulos visuo-vestibulares capazes de favorecer adaptação neural em pessoas com tontura. Entretanto, a literatura ainda é incipiente quanto à sua eficácia. Objetivo: Avaliar a eficácia da estimulação visuo-vestibular em sistema de realidade virtual imersiva na mobilidade funcional e no impacto da tontura em pessoas idosas, em comparação à fisioterapia vestibular convencional. Metodologia: Trata-se de um ensaio clínico randomizado, com dois braços de intervenção, alocação oculta, análise por protocolo e avaliadores cegos. Foram incluídos idosos com distúrbios vestibulares e queixas de tontura, excluindo-se aqueles com limitações cognitivas, clínicas ou motoras impeditivas ao uso da RVI. Os participantes foram randomizados em dois grupos: experimental (n=20), submetido à reabilitação vestibular com RVI, e controle (n=17), submetido à Fisioterapia Vestibular convencional. Ambos realizaram 16 sessões, duas vezes por semana, baseadas em protocolos de estimulação visuo-vestibular. Os desfechos foram a mobilidade (Timed Up and Go – TUG) e o impacto da tontura (Dizziness Handicap Inventory – DHI). O protocolo foi aprovado pelo Comitê de ética do Cesmac e registrado na ReBEC (RBR-3tk7fw). A análise intergrupo foi realizada pelo teste de Fisher e a intragrupo pelo teste de ANOVA. Resultados: Trinta e sete idosos concluíram o estudo (20 GE; 17 GC). Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre grupos. Na análise intragrupo, apenas o experimental apresentou melhora significativa: no TUG, redução média de 1,71 segundos (IC95% -2,73; -0,69), enquanto o GC reduziu 1,22 segundos (IC95% -2,92; 0,46). No DHI, o GE apresentou redução de 7,50 pontos (IC95% -12,61; -2,38), contra 2,00 pontos no GC (IC95% -8,01; 12,01). Conclusão: A estimulação visuo-vestibular por meio da realidade virtual imersiva mostrou-se eficaz na melhora da mobilidade funcional e na redução do impacto da tontura em pessoas idosas, embora sem superioridade em relação à fisioterapia convencional.
Comissão Organizadora
Felipe Lima Rebêlo
raphaela farias teixeira
Clarissa Cotrim Dos Anjos Vasconcelos
Franklin Danrley Rocha Silva Rafael
Comissão Científica