ANÁLISE COMPARATIVA DAS HEPATITES VIRAIS B E C EM BELÉM-PA ENTRE OS ANOS DE 2019 A 2023

  • Autor
  • Thayara França Pereira
  • Co-autores
  • Maria Eduarda da Conceição Gomes , Celeste Haidê Costa Martins , João Gabriel Souza Alves da Silva , Wagner Davy Lucas Barreto Júnior , Iran Barros Costa
  • Resumo
  • As hepatites B e C são infecções virais de alta relevância para a saúde pública no Brasil, devido ao seu potencial de evolução crônica, complicações hepáticas graves e perfil assintomático. Ambas são transmitidas principalmente por via parenteral, por meio do contato com sangue contaminado, destacando-se as relações sexuais desprotegidas, uso de drogas injetáveis e procedimentos invasivos sem a devida esterilização. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as hepatites B e C são responsáveis por 1,3 milhão de óbitos por ano no mundo, logo, a vigilância desses agravos é fundamental para garantir o controle e prevenção da doença, especialmente em áreas com alta vulnerabilidade social. Nesse contexto, objetiva-se comparar o perfil epidemiológico das hepatites virais B e C no Município de Belém (PA), no período de 2019 a 2023. Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo, com abordagem quantitativa. Os dados foram extraídos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) por meio da plataforma DATASUS. Foram incluídos todos os casos confirmados de hepatites virais dos tipos B e C, reagentes para HBsAg e AntiHCV, notificadas no Município de Belém (PA), no período de 2019 a 2023. As variáveis analisadas incluíram sexo, faixa etária, raça e ano de notificação. Os dados foram organizados em planilhas e tabulados no software Microsoft Excel ® 2019. Durante o período analisado, foram registrados 938 casos de hepatite virais em Belém-PA, sendo 305 (32,5%) casos confirmados para hepatite B e 564 (60,1%) casos de hepatite C, com maior incidência para o ano de 2019 para ambos os agravos. Entre casos confirmados de hepatite B reagente para HBsAg, observou-se maior prevalência da infecção no sexo masculino (57% dos casos), com predomínio nas faixas etárias de 20 a 59 anos (70,8%) e entre pessoas autodeclaradas pardas (69,8%). O mesmo comportamento foi observado na hepatite Creagente para Anti-HCV, com predominância do sexo masculino para as infecções (54% dos casos), concentrando-se principalmente nas faixas etárias de 40 a 59 anos (43%) e em indivíduos autodeclarados pardos (71,6%). Nota-se que, apesar das duas doenças apresentarem perfil epidemiológico similar, a hepatite C mostrou maior número absoluto de casos, indicando necessidade de aplicar estratégias diferenciadas de prevenção, diagnóstico e tratamento para cada tipo viral, com ênfase para o HCV. A análise dos casos de hepatite B e C em Belém (PA) evidenciam que essas infecções acometem principalmente homens pardos adultos em idade economicamente ativa, reforçando o impacto social desses agravos para a sociedade. A expressiva incidência da hepatite C em relação à hepatite B corrobora para a urgência de políticas públicas mais eficazes de rastreamento, prevenção e acesso ao tratamento, com foco em grupos prioritários de maior vulnerabilidade.

  • Palavras-chave
  • Hepatites virais; Vigilância epidemiológica; Saúde pública.
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