ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DE CASOS DE HIV DIAGNOSTICADOS PELO INSTITUTO EVANDRO CHAGAS-PA (2019-2024).

  • Autor
  • João Gabriel Souza Alves da Silva
  • Co-autores
  • Lumara Silvia Santana Ferreira , Felipe Bonfim freitas , Elaine Cristhina Souza de Lima , Raimundo Macedo dos Reis , Jeany Daniely Siqueira Cardoso da Rocha , Rodrigo Vellasco Duarte Silvestre
  • Resumo
  • Introdução: O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) tem sua principal forma de transmissão através do contato sexual, apresentando como alvo principalmente os linfócitos-T CD4+. Sua infecção resulta na depleção dessas células levando a uma desestabilização do sistema imunológico, podendo evoluir para a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), caracterizada pelo comprometimento do organismo em combater outras infecções. De acordo com o Boletim Epidemiológico de HIV/AIDS, em 2022, os diagnósticos de HIV no Brasil aumentaram em 17,2% quando comparado aos anos anteriores. Na região Norte, estudos voltados para a epidemiologia do vírus são escassos. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico dos casos de infecção pelo HIV diagnosticados no Instituto Evandro Chagas - IEC, no período de 2019-2024, com ênfase em variáveis sociodemográficas e territoriais. Material e Métodos: Trata-se de um estudo observacional, descritivo e retrospectivo, baseado em dados provenientes dos registros de diagnósticos de HIV realizados pelo IEC-PA, entre 2019-2024. Foram incluídos todos os casos com diagnóstico confirmado para infecção por HIV, cujas informações estavam completas quanto ao sexo biológico, faixa etária e município de residência. Os dados foram organizados em planilhas eletrônicas e analisados por frequência absoluta e relativa. A análise foi conduzida utilizando o software Microsoft Excel. Resultados: No período de 2019-2024, foram identificadas 126 amostras positivas para infecção por HIV, das quais 92/126 (73,02%) correspondiam a indivíduos biologicamente do sexo masculino. Com prevalência da faixa etária de 20 a 59 anos, com 109/126 registros (86,51%), demonstrando maior impacto entre adultos jovens na população. Em termos de distribuição geográfica, os municípios com maior incidência foram Belém, com 55/126 (43,65%), Ananindeua, 33/126 (26,19%), e Benevides, Acará e Marituba, com 3/126 casos (2,28%), 4/126 (3,17%) e 5/126 (3,97%), respectivamente, os demais casos estão distribuídos em 21 municípios. Conclusão: A análise demonstrou que a infecção por HIV foi mais prevalente entre indivíduos do sexo masculino, com maior incidência em adultos jovens de 20 a 59 anos. Tais achados reforçam a importância das estratégias de educação em saúde, reforçando a prevenção de ISTs dirigidas à população, especialmente homens jovens da região metropolitana de Belém. Bem como, ampliar a testagem e a disponibilização da terapia pré e pós exposição ao HIV.

  • Palavras-chave
  • HIV; Epidemiologia; Região Norte; Vigilância Epidemiológica.
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