ESTUDO DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DA DOENÇA DE CHAGAS AGUDA NO ESTADO DO PARÁ NO ANO DE 2024 E SUAS COMPLICAÇÕES PARA A PROFILAXIA.

  • Autor
  • Sahid Kaleb Piriá Jacob
  • Co-autores
  • Isabella Saraiva Formigosa , João Eduardo Pereira Câmara , Jordana Vitória Ferreira Da Silva Martins , Ricardo Alexandre Martins Magalhães
  • Resumo
  • A Doença de Chagas Aguda (DCA), uma infecção parasitária causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, possui uma relevância epidemiológica inegável no cenário brasileiro. Esse panorama se acentua de maneira notável na Região Norte, onde o estado do Pará se destaca como uma das áreas de maior prevalência de casos. A DCA configura-se, portanto, como um grave problema de saúde pública, especialmente em comunidades periféricas e vulneráveis, dada a sua capacidade de impactar social e economicamente os indivíduos afetados. Diante disso, este estudo busca sintetizar a análise sobre os perfis epidemiológicos de acometidos pela doença de chagas aguda no estado do Pará no ano de 2024, visando também expor as profilaxias da doença com o intuito de mitigar o número de casos. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, retrospectivo, de abordagem quantitativa, utilizando dados secundários de domínio público. As informações foram coletadas a partir de sistemas de informação em saúde oficiais: plataforma Tabnet, selecionando o termo “doença de chagas aguda” no ano de 2024 e filtrando por: faixa etária, raça e município. Os dados foram tabulados e analisados utilizando-se estatística descritiva. A análise do perfil epidemiológico da DCA no Pará, com base nos dados consolidados de 2024, revelou um total de 459 casos notificados. Detalhando a distribuição, observou-se que os indivíduos jovens e de etnia parda foram majoritariamente acometidos, correspondendo a 162 e 390 casos, respectivamente. Ademais, o quadro da doença no estado evidencia uma correlação direta com a vulnerabilidade social, estando presente em municípios mais isolados da capital, como Abaetetuba e Curralinho, com 53 e 45 casos confirmados correlativamente. Tais dados sugerem uma maior prevalência entre indivíduos de baixa renda e aqueles em situação de déficit habitacional. Outro fato também importante ligado à alteração do comportamento dos vetores é que com as alterações climáticas, os mesmos vem se aproximando da população cada vez mais, o que evidencia uma problemática de saúde pública e social de grande magnitude. Diante desse cenário, as estratégias tradicionais de controle vetorial demonstram-se insuficientes. A complexidade atual exige, portanto, a reorientação do foco para: a educação sanitária, a intensificação da vigilância alimentar e a melhoria dos processos de manipulação dos alimentos e políticas públicas direcionadas à saúde e ao social. Neste sentido, a notificação e a investigação imediata de quaisquer surtos tornam-se ações cruciais para a efetiva quebra da cadeia de transmissão. Portanto, torna-se patente a relevância da análise epidemiológica detalhada desta doença, o que inequivocamente aponta para a necessidade de ajustes urgentes nas atuais estratégias de profilaxia e controle, visando a prevenção de novos eventos. Nesse sentido, o enfrentamento eficaz da DCA na região amazônica deve pautar-se em eixos prioritários: a rigorosa vigilância sanitária dos alimentos; a implementação de programas de educação continuada direcionados a manipuladores e consumidores; e a capacitação específica dos serviços de saúde, além de necessitar de melhorias nas políticas habitacionais da população. Tais ações, quando conjugadas, têm como objetivo fundamental o diagnóstico precoce e o manejo clínico adequado dos casos agudos, maximizando os esforços para a redução da morbimortalidade associada à DCA.

  • Palavras-chave
  • Doença de Chagas Aguda; Epidemiologia; Pará; Profilaxia.
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • Parasitologia, Biologia e Controle de Vetores
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