As parasitoses intestinais representam um desafio histórico para a saúde pública mundial, em especial nos países em desenvolvimento. A giardíase e a amebíase integram esse cenário de vulnerabilidade sanitária, manifestando-se como doenças profundamente enraizadas nas desigualdades sociais, ambientais e estruturais. Embora diagnosticáveis e tratáveis, ambas permanecem como indicadores da disparidade de acesso a condições dignas de vida, revelando um quadro em que a vulnerabilidade humana é continuamente reeditada pelo descaso estrutural. Assim sendo, o objetivo do projeto foi promover o conhecimento sobre giardíase e amebíase junto à comunidade e aos estudantes envolvidos, contribuindo para a adoção de práticas preventivas e para a redução dos riscos associados às parasitoses intestinais. O projeto se deu através de pesquisas sobre as doenças parasitárias giardíase e amebíase, buscando apresentar seus riscos, modos de transmissão, prevenção e impacto social através de ações com a comunidade. Utilizou-se banner próprio, materiais didáticos específicos como folders, e uma dinâmica de comunicação adaptada para a realidade dos locais onde foram desenvolvidas as atividades do projeto. A execução do projeto contemplou quatro visitas previamente agendadas, duas na Usina da Paz e duas na Escola das Artes São Lucas, ambos localizados na cidade de Castanhal/PA. Em todos os espaços, o banner se consolidou como recurso central, pois sua linguagem visual facilitou a compreensão dos conceitos parasitológicos, especialmente para públicos com menor familiaridade científica. A distribuição de folders possibilitou que os participantes levassem consigo os principais conteúdos, funcionando como material de apoio pós-atividade. Dessa forma, verificou-se que houve a sensibilização da comunidade sobre higiene e prevenção da giardíase e amebíase, ampliação do conhecimento técnico dos participantes envolvidos, e o fortalecimento das competências comunicativas e pedagógicas das alunas. Conclui-se, que programas de educação em saúde desempenham papel essencial. Eles fortalecem o entendimento comunitário sobre a transmissão das doenças e promovem práticas de higiene acessíveis e contextualizadas. No entanto, o processo educativo não pode ser vertical. É necessário ouvir vivências, reconhecer saberes locais, compreender como os moradores lidam com a água, o lixo e os recursos naturais. Iniciativas extensionistas, como a proposta deste projeto, constituem ponte entre universidade e território, valorizando o protagonismo comunitário na construção de estratégias de prevenção.
Comissão Organizadora
Encontro do BAIP
CARLOS HUMBERTO DA SILVA FAVACHO FILHO
Comissão Científica