EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA PREVENÇÃO DE PARASITOSES INTESTINAIS

  • Autor
  • Vitória Natividade Carneiro
  • Co-autores
  • Iara Costa Machado , Maria Lívia Silva Nascimento
  • Resumo
  • As parasitoses intestinais representam um desafio histórico para a saúde pública mundial, em  especial nos países em desenvolvimento. A giardíase e a amebíase integram esse cenário de  vulnerabilidade sanitária, manifestando-se como doenças profundamente enraizadas nas  desigualdades sociais, ambientais e estruturais. Embora diagnosticáveis e tratáveis, ambas  permanecem como indicadores da disparidade de acesso a condições dignas de vida,  revelando um quadro em que a vulnerabilidade humana é continuamente reeditada pelo  descaso estrutural. Assim sendo, o objetivo do projeto foi promover o conhecimento sobre  giardíase e amebíase junto à comunidade e aos estudantes envolvidos, contribuindo para a  adoção de práticas preventivas e para a redução dos riscos associados às parasitoses  intestinais. O projeto se deu através de pesquisas sobre as doenças parasitárias giardíase e  amebíase, buscando apresentar seus riscos, modos de transmissão, prevenção e impacto  social através de ações com a comunidade. Utilizou-se banner próprio, materiais didáticos  específicos como folders, e uma dinâmica de comunicação adaptada para a realidade dos  locais onde foram desenvolvidas as atividades do projeto. A execução do projeto contemplou  quatro visitas previamente agendadas, duas na Usina da Paz e duas na Escola das Artes São  Lucas, ambos localizados na cidade de Castanhal/PA. Em todos os espaços, o banner se  consolidou como recurso central, pois sua linguagem visual facilitou a compreensão dos  conceitos parasitológicos, especialmente para públicos com menor familiaridade científica.  A distribuição de folders possibilitou que os participantes levassem consigo os principais  conteúdos, funcionando como material de apoio pós-atividade. Dessa forma, verificou-se que  houve a sensibilização da comunidade sobre higiene e prevenção da giardíase e amebíase,  ampliação do conhecimento técnico dos participantes envolvidos, e o fortalecimento das  competências comunicativas e pedagógicas das alunas. Conclui-se, que programas de  educação em saúde desempenham papel essencial. Eles fortalecem o entendimento  comunitário sobre a transmissão das doenças e promovem práticas de higiene acessíveis e  contextualizadas. No entanto, o processo educativo não pode ser vertical. É necessário ouvir  vivências, reconhecer saberes locais, compreender como os moradores lidam com a água, o lixo e os recursos naturais. Iniciativas extensionistas, como a proposta deste projeto,  constituem ponte entre universidade e território, valorizando o protagonismo comunitário na  construção de estratégias de prevenção.

  • Palavras-chave
  • Giardíase; Amebíase; Saúde Pública;
  • Modalidade
  • Pôster
  • Área Temática
  • Parasitologia, Biologia e Controle de Vetores
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