Introdução: As desigualdades estruturais impactam os povos indígenas, agravando a saúde mental e as condições socioeconômicas. Os fatores como perda de terras, violência e racismo ambiental aumentam o sofrimento psíquico dessa parcela da população. Objetivo: Analisar os impactos das desigualdades estruturais na saúde mental dos povos indígenas brasileiros, evidenciando como os fatores históricos, culturais e sociais contribuem para quadros de sofrimento psíquico e adoecimento mental. Metodologia: Estudo descritivo, qualitativo, com revisão da literatura nacional e internacional nas bases SciELO, PubMed e LILACS. Utilizaram-se os descritores: “saúde mental da população indígena, “desigualdades” e“determinantes sociais da saúde”. Incluíram-se artigos completos, de 2014 a 2024, que abordassem os impactos sociais e estruturais na saúde mental indígena. Excluíram-se artigos indisponíveis na íntegra, revisões fora do tema e estudos focados apenas em aspectos biomédicos. Resultados: Os dados analisados apontam que os povos indígenas apresentam taxas mais elevadas de depressão, ansiedade, ideação suicida e uso abusivo de álcool e outras substâncias quando comparados à população não indígena. As desigualdades estruturais, como racismo, violação de direitos, perda do território e desvalorização de saberes tradicionais, amplificam o sofrimento emocional e fragilizam os sistemas de apoio comunitário. Evidencia-se a necessidade de políticas públicas que considerem as especificidades culturais e territoriais para promover cuidado integral e efetivo. Conclusão: A saúde mental da população indígena está ligada às questões territoriais e às desigualdades históricas. A superação requer ações intersetoriais, reconhecimento dos direitos indígenas e valorização de práticas de cuidado interculturais. Avanços do estudo ao conhecimento: Amplia o entendimento da saúde mental indígena em desastres e destaca a importância das práticas e saberes tradicionais nas políticas de saúde.
O eixo Integração Ensino, Serviço e Comunidade (ISEC) está presente na estrutura curricular do curso de Medicina do Centro Universitário Cesmac de forma transversal, acompanhando o estudante durante todo o percurso formativo. O processo atende as diretrizes curriculares nacionais, que apontam para a formação de um profissional atento à realidade sócio sanitária da população e aos princípios da ética, humanismo, reflexividade e formação integral.
Com o objetivo de proporcionar o encontro interdisciplinar de todos os módulos que compõem o eixo ISEC, que compreendem do ISEC 1 ao ISEC 8, foi realizada a III Exposição Científica do Eixo ISEC (III ExpoISEC), buscando dialogar a formação médica no âmbito da Atenção Primária à Saúde e do Sistema Único de Saúde. O evento contou com a participação dos discentes do curso apresentando trabalhos acadêmicos científicos (119 trabalhos) abordando a temática central nos espaços de discussão de cada módulo do eixo.
Com a temática “Equidade em Saúde: O Desafio da Medicina Contemporânea” a III ExpoISEC trouxe para o cenário de discussão o princípio da equidade, não apenas como uma questão teórico-metodológica, mas também como uma demanda social, deslocando o tema da periferia para a centralidade do processo formativo. Ter a equidade em saúde como tema central de discussão se justifica pela sua relação com a redução das desigualdades, a garantia de justiça social e direitos humanos e a eficácia dos sistemas de saúde. A equidade em saúde é tema fundamental para os futuros profissionais que buscam soluções para tornar a medicina mais acessível e justa para todos.
Para o desenvolvimento do evento e a discussão da temática central, os trabalhos desenvolvidos pelos discentes, orientados pelos docentes do eixo e aqui apresentados, foram distribuídos nas seguintes linhas: 1. Desigualdades em saúde e determinantes sociais da saúde; 2. Atenção integral em saúde; 3. Disparidades raciais, étnicas, socioeconômicas e geográficas na saúde; 4. Saúde da população negra e 5. Gênero, diversidades e saúde.
Estes anais constituem um registro permanente das discussões e contribuições de discentes e docentes sobre a equidade em saúde e os desafios para a Medicina Contemporânea.
Comissão Organizadora
Emanuella Pinheiro de Farias Bispo
Elaine Cristina Tôrres Oliveira
Bárbara Patrícia da Silva Lima
Rafaela Brandão Almeida Ambrosio
Comissão Científica
Adalberto Gomes das Graças Bisneto
Amanda Vasconcelos de Carvalho Souza
Ana Lúcia Soares Tojal
Andressa Pereira Peixoto Barbosa
Bárbara Patrícia da Silva Lima
Camila de Barros Prado Moura Sales
Elaine Cristina Tôrres Oliveira
Elisabete Mendonça Rêgo Peixoto
Emanuella Pinheiro de Farias Bispo
Karini Vieira Menezes de Omena
Larissa Virgínia Lins de Alencar Silva
Lúcio Vasconcellos de Verçoza
Magda Fernanda Lopes de Oliveira Andrade
Osmar Kleddson Pinheiro Canuto Rocha
Rafaela Brandão Almeida Ambrosio
Vivianne de Lima Biana de Assis
As edições anteriores da EXPOISEC estão disponíveis no endereço: Anais das edições anteriores da EXPOISEC