A arborização urbana surge nas cidades como um elemento necessário ao alcance de benefícios que se manifestam em diferentes vieses dentro de centros urbanos, os quais vão desde a melhoria da qualidade de vida das pessoas até a proteção da biodiversidade. O presente trabalho objetivou investigar como é feita a gestão da arborização na cidade de Mossoró-RN, a partir de entrevista com responsáveis pela arborização na cidade. Quanto às leis, destacam-se o Plano Diretor de Mossoró, que objetiva estimular a evolução conceitual da questão ambiental e incentivar e proteger a arborização de vias e logradouros públicos, priorizando o reflorestamento com espécies nativas (art. 24 do Plano Diretor). A cidade possui uma lei de arborização urbana, que é a lei municipal de nº 2.702/2010, com apenas quatro artigos e tem como anexo uma lista de espécies recomendadas para arborização, sendo elas 28 espécies exóticas e 29 nativas. Para além dessa lei, o município não apresentou um Plano de Arborização Urbana (PDAU) nem um Manual Técnico de Arborização Urbana que tenha sido aprovado ou discutido pelo legislativo municipal. Durante a entrevista foi possível perceber que o Departamento de Parques e Jardins (DPJ) faz o uso de tais documentos, mesmo sem terem sido aprovados. No ano de 2021 ambos os documentos, que datam de 2011, estavam sendo discutidos pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (CONDEMA), além das estratégias de reconhecimento de tais documentos diante da lei. Porém, a cidade também apresentou desafios comuns a outras cidades consultadas a partir da pesquisa: a diminuição de conflitos entre a arborização e a infraestrutura urbana, falta de projetos de Educação Ambiental que visem integrar a população nessa gestão, dificuldade de variar número de espécies produzidas dentro dos viveiros municipais e a oferta hídrica para garantir a sobrevivência das plantas nos estágios iniciais.
A criação de cursos de Engenharia Florestal no semiárido nordestino, além de caráter ambiental, possui importância econômica para a região. Tendo em vista a atuação deste profissional florestal no Semiárido, pretendeu-se com o simpósio abordar temas relacionados, principalmente, à produção florestal e as potencialidades e limitações deste tipo de ambiente, mostrando as formas de obtenção de renda a partir dos recursos florestais e seus produtos, principalmente das Florestas Secas, presentes no nordeste brasileiro. Pensando nisso, e na integração entre profissionais da área florestal e áreas afins e o setor produtivo florestal, é que o II SIMPÓSIO POTIGUAR DE ENGENHARIA FLORESTAL e IV SEMANA ACADÊMICA DA ENGENHARIA FLORESTAL tem como tema geral “Mercado, Desafios e Sustentabilidade no Semiárido” e teve a participação de atores do setor florestal da região. A primeira edição (I SIMPÓSIO POTIGUAR DE ENGENHARIA FLORESTAL e III SEMANA DE ENGENHARIA FLORESTAL) ocorreu em novembro de 2018, no Campus Mossoró da UFERSA. Nesta segunda edição do evento foram abordados temas atuais de interesse do setor florestal do Nordeste, a fim de promover o debate das questões essenciais ligadas à economia e produção florestal, bem como os benefícios trazidos pelo uso sustentável dos recursos florestais, madeireiros e não madeireiros. O objetivo geral do evento foi o de fomentar o debate sobre a potencialidade e as limitações do setor florestal no Semiárido brasileiro e oportunizar, assim, aos participantes, um ambiente de discussão sobre a contribuição desse setor no desenvolvimento regional. O evento buscou se tornar atrativo para um público bastante diversificado. O evento compreendeu 6 palestras e 3 mesas-redondas com membros da sociedade civil e governamental, que versaram sobre o mercado florestal, potencialidades e limitações do Semiárido e sobre a sustentabilidade da atividade florestal em ambiente semiárido. O evento teve também a parte científica, recebendo 19 resumos expandidos dentro de linhas de pesquisa com foco em: Mercado, Desafios e Sustentabilidade no Semiárido. Cabe destacar que, paralelamente, aconteceu a IV SEMANA DE ENGENHARIA FLORESTAL, organizada pelo Centro Acadêmico de Engenharia Florestal - CAEF, com o apoio da Coordenação do Curso de Engenharia Florestal, ambos da UFERSA. Espera-se ter proporcionado a integração entre universidade e comunidade e despertado em todos o interesse pelas questões relacionadas à produção florestal no semiárido.
Comissão Organizadora
CENTRO ACADÊMICO DE ENGENHARIA FLORESTAL MATA BRANCA - UFERSA
COORDENAÇÃO DO CURSO DE ENGENHARIA FLORESTAL - UFERSA
Comissão Científica
Profa. Dra. Elizângela Cabral dos Santos
Prof. Dr.Marco Antonio Diodato
Prof. Dr.Carlos José da Silva
Profa. Dra. Rejane Tavares Botrel
Profa. Dra. Gabriela Salami
Prof. Dr. Emanuel Araújo Silva
Coordenação de Engenharia Florestal - Ufersa: engflorestal@ufersa.edu.br
Centro Acadêmico de Engenharia Florestal: caefufersa@gmail.com