O presente trabalho objetivou relatar a abordagem clínica e a intervenção cirúrgica em um equino neonato com persistência de úraco secundária a miíase e onfaloflebite séptica. O paciente foi admitido com apatia, hipoglicemia severa e secreção purulenta umbilical. A metodologia consistiu na estabilização metabólica imediata seguida de onfaloureterectomia para ressecção das estruturas remanescentes, com protocolo pós-operatório baseado em antibioticoterapia de amplo espectro, anti-inflamatórios e suporte nutricional progressivo. Os resultados demonstraram a remissão da infecção, estabilização dos parâmetros fisiológicos e ausência de complicações sistêmicas como artrite séptica ou peritonite. A correção glicêmica prévia mostrou-se diferencial para a viabilidade do procedimento. Concluiu-se que o diagnóstico precoce associado à onfaloureterectomia e ao suporte farmacológico e nutricional robusto são determinantes para o prognóstico favorável em afecções umbilicais graves, garantindo a sobrevivência e o restabelecimento pleno do animal em ambiente clínico.
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