O presente trabalho tem como objetivo relatar um caso de atresia anal em um suíno, destacando os aspectos clínicos, diagnósticos e cirúrgicos envolvidos. Foi atendido no Hospital Veterinário Ivôn Macêdo Tabosa, da Universidade Federal de Campina Grande, em Patos–PB, um suíno da raça Pietrain, fêmea, com dois meses de idade e peso corporal de 7 kg. Ao exame físico observou-se discreta apatia, dor moderada, mucosas oculares róseas e parâmetros fisiológicos dentro dos valores de referência para a espécie. As principais alterações clínicas observadas foram distensão abdominal bilateral acentuada, escore corporal 1,5 (escala de 1 a 5), dispneia e ausência do orifício anal à inspeção. O diagnóstico de atresia anal congênita foi estabelecido e o animal foi encaminhado para correção cirúrgica. A técnica empregada consistiu em incisão perineal e confecção de um óstio anal funcional. A paciente permaneceu em observação hospitalar por 24 horas no período pós-operatório. Após dez dias do procedimento cirúrgico, o animal retornou ao hospital apresentando evolução satisfatória do processo de cicatrização. O caso demonstrou a viabilidade e eficácia da correção cirúrgica da atresia anal em suínos, evidenciando a importância dos cuidados pós-operatórios adequados, incluindo higienização da ferida cirúrgica e correta administração da terapia medicamentosa.
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