A ureia é uma fonte de nitrogênio não-proteico utilizada como alternativa à proteína na dieta dos animais, porém é preciso atenção para trabalhar com a ureia na forma livre, pois alguns fatores como o consumo excessivo, pode resultar em perdas de eficiência nutricional e, em casos extremos, intoxicação animal. Por isso, pesquisadores têm estudado e desenvolvido técnicas para microencapsular a ureia com diversos materiais que possuem a capacidade de liberá-la de forma controlada no rúmen. Objetivou-se avaliar o efeito de diferentes proporções de cera de palma e ureia sobre a eficiência de microencapsulação e o rendimento do processo. Foram testadas três formulações contendo cera de palma e ureia (T1/70:30, T2/60:40 e T3/50:50), sendo analisados os parâmetros de eficiência de encapsulamento e rendimento. Observou-se que o aumento da proporção de ureia elevou significativamente os teores de ureia teórica e real (p<0,0001), sem alterar a eficiência de encapsulamento (p>0,05), que permaneceu superior a 87% em todos os tratamentos. O rendimento apresentou redução nas formulações com maior teor de ureia (p<0,05). Conclui-se que a técnica de microencapsulação em matriz lipídica de cera de palma é eficiente e permite a incorporação de diferentes proporções de ureia, sendo uma alternativa promissora para otimização da utilização desse composto na nutrição animal.
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