O vírus Zika, pertencente ao gênero Flavivirus, é transmitido principalmente por mosquitos do gênero Aedes, especialmente Aedes aegypti. A infecção apresenta, na maioria dos casos, evolução assintomática ou leve e autolimitada, podendo, em situações específicas, estar associada a problemas neurológicos. Em gestantes, destaca-se o risco a complicações, incluindo anomalias congênitas. Este estudo teve como objetivo analisar o perfil epidemiológico da infecção pelo vírus Zika na Paraíba, no período de 2015 a 2025. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, baseado em dados secundários obtidos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), incluindo registros de casos e óbitos, além da distribuição por sexo e faixa etária. Foram registrados 14.224 casos no período analisado, com maior ocorrência no sexo feminino (61,9%). A maior concentração de casos foi observada em adultos de 20 a 39 anos (38,0%), seguidos por indivíduos com 40 anos ou mais (33,5%). Foram registrados 6 óbitos, resultando em baixa letalidade (0,04%), concentrados principalmente nas faixas etárias mais elevadas. Os resultados evidenciam um comportamento epidemiológico variável ao longo dos anos, possivelmente associado a fatores socioeconômicos, como saneamento inadequado e crescimento urbano desordenado. Apesar da ampla distribuição dos casos, a baixa letalidade reforça o caráter geralmente leve da doença. Destaca-se a importância de ações de vigilância e controle do vetor, especialmente em áreas com maior vulnerabilidade.
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