A suinocultura brasileira apresenta crescimento expressivo, destacando-se no agronegócio e na produção de proteína animal. Nesse contexto, a inspeção sanitária no abate de suínos é fundamental para garantir a qualidade dos produtos e identificar alterações que inviabilizam o aproveitamento das carcaças. Este estudo teve como objetivo avaliar os principais motivos de condenação de suínos em uma unidade da empresa Seara, no estado do Ceará, durante o período de janeiro a dezembro de 2024. Trata-se de uma análise retrospectiva de dados secundários obtidos no Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (SIGSIF). Foram registradas 284 condenações, sendo a alteração restrita (59,5%) e a contaminação (40,5%) os principais motivos. Os rins (19,0%), coração (15,5%), pulmão (14,4%) e fígado (13,4%) apresentaram maior frequência de condenações. Os achados indicam influência de fatores sanitários e falhas no processamento, reforçando a necessidade de melhorias no manejo e no controle das etapas de abate.
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