O presente trabalho teve como objetivo avaliar e comparar as respostas fisiológicas de ovinos das raças Santa Inês e Soinga, por meio da análise da frequência respiratória (FR), temperatura retal (TR) e temperatura de superfície (TS), visando verificar a capacidade de adaptação desses animais ao estresse térmico no semiárido. O experimento foi conduzido no Núcleo de Pesquisa para o Desenvolvimento do Semiárido (NUPEÁRIDO), pertencente ao Centro de Saúde e Tecnologia Rural (CSTR) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em Patos-PB. Foram utilizados 20 ovinos, sendo 10 de cada grupo genético, com aproximadamente 4 meses de idade e peso médio inicial de 28,25 ± 2 kg. A FR foi mensurada com estetoscópio, a TR com termômetro digital e a TS por meio de uma câmera termográfica. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado (DIC), e os dados analisados pelo programa SAEG, com comparação de médias pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Os resultados indicaram diferença significativa na FR e na TS, com maiores valores observados nos ovinos Santa Inês (139,6 mov/min e 43,02 °C, respectivamente) em comparação aos ovinos Soinga (129,9 mov/min e 41,28 °C). Para a TR, não houve diferença significativa entre as raças, mantendo-se em valores fisiológicos semelhantes. Conclui-se que, embora ambas as raças sejam adaptadas ao calor, os ovinos Soinga apresentam maior eficiência fisiológica na dissipação térmica, evidenciando potencial superior de adaptação às condições do semiárido.
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