Resumo: O presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade acaricida do linalol, isoladamente e em associação com a ivermectina, em populações de Rhipicephalus microplus resistentes a esse fármaco. Foram avaliadas quatro populações de campo provenientes do Semiárido da Paraíba, nos municípios de Sousa, Nazarezinho e São José de Piranhas, além da cepa suscetível Porto Alegre (POA), utilizada como referência. Os bioensaios foram realizados por meio do teste de pacote larval, com determinação das concentrações letais para 50% e 90% das larvas (CL50 e CL90). Como resultado, o linalol testado isoladamente, apresentou atividade acaricida em todas as populações avaliadas, com valores de CL50 variando de 0,941% a 1,865% e de CL90 entre 1,244% e 4,850%. A ivermectina, quando testada isoladamente, apresentou elevados níveis de resistência, com CL50 entre 345,637ppm e 14622,967ppm e fatores de resistência variando de 13,70 a 579,70 em relação à cepa POA. Por outro lado, quando associada à CL50 de linalol, a ivermectina apresentou expressiva redução em suas concentrações letais, evidenciando efeito sinérgico em todas as populações testadas, com valores de CL50 variando de 0,643 a 8,998 e um fator de sinergismo entre 1,625 e 537,53. Esses resultados indicam que a associação entre linalol e ivermectina é promissora no controle de populações resistentes de R. microplus e pode contribuir para estratégias de manejo mais sustentáveis.
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