O objetivo deste trabalho foi relatar a detecção de formas amastigotas em esfregaço sanguíneo periférico de um cão com manifestações clínicas sistêmicas. O caso refere-se a uma cadela da raça Pinscher, com histórico de abandono e evolução progressiva de lesões cutâneas, atendida no Hospital Veterinário do Instituto Federal da Paraíba, Campus Sousa. Na avaliação clínica, foi observado lesões dermatológicas disseminadas e linfadenomegalia. O animal apresentava diagnóstico prévio positivo para erliquiose e leishmaniose por meio de testes rápidos. Foram realizados exames complementares, incluindo hemograma, citologia e ELISA. No eritrograma foi observado anemia, além de alterações morfológicas eritrocitárias e a presença de formas amastigotas em leucócitos. O diagnóstico foi estabelecido com base na correlação entre os sinais clínicos e os resultados laboratoriais. Diante da gravidade do quadro clínico e do potencial zoonótico da enfermidade, optou-se pela eutanásia do paciente, com consentimento do tutor. Conclui-se que a identificação de formas amastigotas em sangue periférico pode auxiliar no diagnóstico da LVC, reforçando a importância da associação entre avaliação clínica criteriosa e exames complementares para adequada condução do caso e definição do prognóstico, bem como da notificação e adoção de medidas de controle e prevenção.
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