Fraturas de casco e plastrão em quelônios são relativamente comuns, geralmente causadas por ataques de predadores ou atropelamentos. A literatura descreve diversos materiais para correção dessas lesões como a resina de epóxi ou acrílicos dentais, e a recuperação completa pode levar de quatro meses a dois anos. Objetiva-se descrever o relato de uma reconstrução do casco de um cágado utilizando fios de cerclagem, polimetacrilato de metila (PMMA) e resina de epóxi. Foi atendida no Hospital Veterinário Adílio Santos de Azevedo uma fêmea de cágado, pesando 1,4 kg, com múltiplas fraturas no casco e exposição da musculatura. A tutora relatou que encontrou o animal ferido na rua cerca de uma semana e meia antes; desde então ele não se alimentava, apenas bebia água, e recebia curativos com sulfadiazina de prata e colagenase. No exame clínico, o animal estava ativo, sem sangramento, porém com lesões evidentes no casco. Após radiografia, optou-se pela osteossíntese do casco. Foram realizadas oito perfurações no casco e aplicadas quatro cerclagens com fio metálico para aproximar as fraturas. Em seguida, aplicou-se PMMA e resina de epóxi para proteger e estabilizar a área lesionada. O procedimento foi realizado em ambiente ambulatorial e o prognóstico foi considerado bom. Conclui-se que a técnica é eficaz para estabilizar o casco e proteger a ferida, sendo uma alternativa viável para o tratamento de fraturas em quelônios.
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