O tumor venéreo transmissível é uma neoplasia de células redondas de origem histiocítica, caracterizada por sua transmissão alogênica através da implantação de células tumorais viáveis. Embora a apresentação genital seja mais comum, manifestações extragenitais têm sido descritas, incluindo acometimento da cavidade nasal. Objetivou-se relatar um caso de epistaxe crônica como manifestação clínica de tumor venéreo transmissível (TVT) extragenital com localização na cavidade nasal em cão. Foi atendido no Hospital Veterinário Universitário Prof. Ivon Macêdo Tabosa, da Universidade Federal de Campina Grande, um canino macho, da raça Husky Siberiano, com seis anos de idade, apresentando discreta taquipneia e epistaxe unilateral crônica há cerca de três meses. O paciente havia sido submetido a tratamento com antimicrobianos e anti-inflamatórios, sem resposta clínica satisfatória. Foram realizados exames complementares, entre estes, citologia nasal, hemograma, cultura bacteriana, radiografia torácica e ultrassonografia abdominal. A citologia evidenciou células redondas com citoplasma vacuolizado e nucléolos evidentes, compatíveis com TVT. O hemograma revelou anemia moderada e leucocitose, e na cultura se identificou Staphylococcus spp.; não foram observadas metástases pulmonares. Diante dos achados clínico-laboratoriais, estabeleceu-se o diagnóstico de TVT extragenital com acometimento nasal, sendo instituído tratamento quimioterápico com sulfato de vincristina. Conclui-se que a citologia se destaca como método diagnóstico eficaz e deve ser incluído o TVT extragenital como diagnóstico diferencial em casos de epistaxe crônica em cães.
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