A inseminação artificial (IA) exige condições de manejo adequadas para minimizar o estresse e garantir o bem-estar animal (BEA), fatores determinantes para o sucesso reprodutivo. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência da estrutura de contenção e das práticas de manejo sobre indicadores de BEA em vacas submetidas à IA. Trata-se de um estudo quantitativo e descritivo, realizado por meio de questionário online (Google Forms®) com 13 participantes, abordando dados profissionais, manejo reprodutivo e práticas de contenção. Os resultados demonstraram que o tronco convencional é a estrutura mais utilizada (50%), enquanto apenas 8,3% adotam troncos antiestresse. Constatou-se fragilidade na padronização técnica: 41,7% desconhecem a existência de protocolo de contenção na propriedade, 25% nunca avaliam o escore corporal antes da IA e 53,8% não monitoram indicadores de estresse. O manejo racional é aplicado apenas "às vezes" por 38,5% dos respondentes. A ausência de protocolos formais e o uso predominante de estruturas convencionais potencializam o risco de estresse, condição agravada pela pouca experiência prática da maioria dos participantes. Conclui-se que a deficiência na padronização, aliada a estruturas inadequadas e falta de monitoramento, compromete o BEA durante a IA evidenciando a necessidade de capacitação técnica e implementação de protocolos estruturados.
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