A expansão da produção de carne suína no Brasil tem intensificado a necessidade de controles sanitários eficazes nos abatedouros, considerando os riscos associados à qualidade higiênico-sanitária dos produtos de origem animal. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo caracterizar as principais causas de condenação total de carcaças suínas e sua relevância sanitária em um frigorífico sob inspeção federal localizado em Santa Catarina, estado de grande importância na produção suinícola brasileira. Os dados foram obtidos por meio do Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal (PGA-SIGSIF), referentes ao primeiro semestre de 2024. Observou-se que as maiores frequências de condenação estiveram associadas à septicemia (n = 16.373), seguida por contaminação gastrointestinal e biliar (n = 3.992), falha tecnológica (n = 3.868), alteração restrita (n = 647), contaminação não gastrointestinal (n = 226) e demais causas (n = 1.173). Destaca-se ainda a ocorrência de erisipela suína (n = 15), enfermidade causada por Erysipelothrix rhusiopathiae, com relevância zoonótica, especialmente em ambientes ocupacionais. Os resultados evidenciam a importância da inspeção sanitária na detecção de alterações que comprometem a qualidade da carne, reforçando o papel do médico veterinário na garantia da segurança alimentar e na proteção da saúde pública.
Comissão Organizadora
Congresso Paraibano de Medicina Veterinária
Comissão Científica