A ingestão de corpos estranhos (ICE) é uma emergência comum na clínica de pequenos animais, exigindo intervenção rápida para evitar complicações fatais. O objetivo deste trabalho é descrever a conduta diagnóstica e a resolução cirúrgica de um caso de ingestão de objeto perfurante em uma cadela Shih Tzu de 3 anos. A metodologia terapêutica baseou-se na anamnese clínica, exame físico, diagnóstico por imagem e intervenção cirúrgica via gastrotomia. Os resultados demonstraram que a agilidade no diagnóstico impediu perfurações transmurais, apesar da natureza perfurante do objeto. O procedimento cirúrgico seguiu preceitos de assepsia e técnica de sutura invaginante, resultando em recuperação completa da paciente sem intercorrências gástricas. Conclui-se que a associação entre o diagnóstico por imagem precoce e a técnica cirúrgica adequada é determinante para o prognóstico favorável, minimizando riscos de peritonite séptica em casos de corpos estranhos perfurantes.
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