A hiperplasia mamária felina (HMF) é uma afecção benigna hormônio-dependente caracterizada pela proliferação rápida dos ductos e do estroma mamário. Sua patogênese está ligada à alta concentração de progesterona, que sensibiliza o tecido e estimula fatores de crescimento locais. O objetivo deste trabalho é relatar o diagnóstico e tratamento de uma gata adulta de 5 anos com HMF induzida por progestágenos exógenos. O método diagnóstico incluiu exame físico e citopatológico via punção aspirativa por agulha fina (PAF), que confirmou padrão bifásico sem sinais de malignidade. O protocolo terapêutico utilizou aglepristone (0,5 ml/kg, SID, SC, por 5 dias), o qual promoveu a involução tecidual e redução da congestão glandular. Esclarece-se que, devido à intensa vascularização do tecido hiperplásico, a ovariohisterectomia (OSH) foi recomendada como conduta indispensável a ser realizada obrigatoriamente após a redução satisfatória do volume mamário. Esta abordagem visa minimizar riscos de hemorragias transoperatórias e eliminar fontes hormonais definitivas. Conclui-se que o aglepristone é uma alternativa eficaz para a redução volumétrica das mamas. A realização da OSH subsequente é a intervenção definitiva necessária para prevenir recidivas, assegurar a saúde da paciente a longo prazo e evitar a administração futura de novos métodos contraceptivos químicos.
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