Pythium insidiosum é um oomiceto causador da pitiose, sendo a forma gastrointestinal em cães a mais frequente e grave, com sinais inespecíficos e diagnóstico desafiador. Objetivou-se relatar um caso em uma cadela, com histórico de diarreia crônica e tratamentos prévios sem resposta. Ao exame clínico, observou-se desconforto abdominal, mucosas hipocoradas e linfonodomegalia. A ultrassonografia evidenciou estrutura abdominal de conteúdo heterogêneo, sugerindo processo granulomatoso ou neoplásico. Na laparotomia, identificou-se massa extensa aderida às alças intestinais. A citologia indicou infiltrado inflamatório com estruturas sugestivas de hifas. A biópsia confirmou enterite granulomatosa com presença de hifas compatíveis com Pythium insidiosum, evidenciadas pela coloração de GMS. Foi instituído tratamento com itraconazol e terbinafina, com melhora clínica parcial. Conclui-se que a doença é de difícil diagnóstico, sendo essencial a associação de exames e o diagnóstico precoce para melhor prognóstico.
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