A expansão da equinocultura tem contribuído para o aumento da ocorrência de afecções do trato reprodutivo em éguas, dentre as quais se destacam as lacerações perineais. Essas são classificadas de acordo com a gravidade e extensão do dano tecidual, divididas em primeiro, segundo e terceiro grau. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de laceração perineal de terceiro grau. Uma égua da raça Quarto de Milha, com peso de 390 kg, foi atendida no Hospital Veterinário Prof. IvonMacêdo Tabosa (UFCG), com queixa de eliminação de ar pela vulva no período pós-parto. O diagnóstico foi confirmado por meio do exame clínico, evidenciando uma ruptura completa envolvendo o assoalho retal e o teto do vestíbulo vaginal. Optou-se pela correção cirúrgica, com o objetivo de promover a reconstrução anatômica e cicatrização dos tecidos. O procedimento foi realizado sob sedação em estação associada a bloqueio local, seguido de terapia medicamentosa e cuidados pós-operatórios. Devido à extensão da lesão, a correção foi realizada em etapas, obtendo-se fechamento total após a quinta intervenção. Após a resolução do quadro, o animal recebeu alta hospitalar. Conclui-se que a correção cirúrgica da laceração perineal constitui uma alternativa terapêutica eficaz, destacando-se a importância da realização em etapas em lesões extensas.
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