O presente estudo teve como objetivo avaliar a temperatura superficial (TS) de ovinos submetidos ao estresse térmico por meio da termografia infravermelha (TIV). Foram utilizados ovinos dos genótipos Soinga e Santa Inês, avaliados em três momentos distintos: antes do estresse, após a exposição ao sol e uma hora após o estresse. A TS foi mensurada com câmera termográfica, permitindo análise não invasiva da resposta térmica dos animais. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, e os dados foram submetidos à análise de variância, com comparação de médias pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Observou-se que não houve diferença significativa entre os genótipos antes do estresse e uma hora após, com valores médios próximos de 40 °C. Entretanto, após o estresse térmico, os ovinos Santa Inês apresentaram TS significativamente superior (45,66 °C) em comparação aos Soinga (42,26 °C), indicando maior acúmulo de calor corporal. Os resultados evidenciam que, embora ambos os genótipos sejam capazes de recuperar o equilíbrio térmico, os ovinos Soinga apresentam maior eficiência na dissipação de calor. Conclui-se que a TIV é uma ferramenta eficaz na avaliação da resposta termorregulatória, permitindo identificar diferenças adaptativas entre genótipos ovinos sob condições de estresse térmico.
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