O objetivo deste trabalho foi relatar um caso de adenocarcinoma nasal em um cão, fêmea, da raça Pinscher, de quatro anos de idade. O animal apresentava histórico de trauma nasal seguido de epistaxe, aumento de volume na região nasal, espirros e secreção ocular. Além disso, tinha acesso à rua e a outros cães. Ao exame físico, observou-se aumento de volume unilateral na região nasal e inspiração ruidosa, com suspeita clínica de tumor venéreo transmissível (TVT). Foram realizados exame radiográfico do crânio e coleta citológica da massa por punção aspirativa por agulha fina (PAAF). A radiografia não evidenciou alterações ósseas. A análise citológica revelou células epiteliais neoplásicas, isoladas e em grupos, com características de malignidade, incluindo pleomorfismo moderado, binucleação, macronúcleos e nucléolos evidentes. Observou-se ainda citoplasma com vacúolos, por vezes formando células em anel de sinete, além de material eosinofílico amorfo no fundo de lâmina. Esses achados permitiram o diagnóstico citológico de adenocarcinoma nasal. Conclui-se que o exame citopatológico é essencial para auxílio no diagnóstico, sobretudo diante da ampla variedade de doenças que acometem a cavidade nasal, incluindo neoplasias, doenças inflamatórias e infecciosas, demonstrando ser uma ferramenta rápida e eficaz para realizar esta diferenciação, contribuindo diretamente para a adequada tomada de decisão e auxílio na conduta clínica.
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