O presente estudo teve como objetivo avaliar a tolerância ao estresse térmico em ovinos dos genótipos Soinga e Santa Inês, por meio da análise da frequência respiratória e da temperatura retal em diferentes momentos experimentais. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado, utilizando animais submetidos a condições de estresse térmico, com mensurações realizadas antes da exposição, imediatamente após o estresse e uma hora após a sua cessação. Foram avaliadas a frequência respiratória (FR) e a temperatura retal (TR), sendo os dados submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. Os resultados indicaram que não houve diferença significativa entre os genótipos antes do estresse para FR e TR. Após a exposição, observou-se aumento expressivo da frequência respiratória em ambos os grupos, com valores mais elevados para os ovinos Santa Inês (165,3 mov/min) em comparação aos Soinga (151,1 mov/min), embora sem diferença significativa entre si. A TR manteve-se semelhante entre os grupos em todos os momentos avaliados. Após uma hora de recuperação, verificou-se redução da FR, aproximando-se dos valores iniciais. Conclui-se que ambos os genótipos apresentam capacidade de tolerância ao estresse térmico, mantendo a homeotermia, porém os ovinos Soinga demonstram tendência a maior eficiência fisiológica na recuperação pós-estresse.
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