Microagulhas de policaprolactona (PCL) têm sido exploradas como sistemas minimamente invasivos para liberação de fármacos, apresentando adequada integridade estrutural, embora ainda apresentem limitações relacionadas à baixa energia superficial, o que compromete a interação com revestimentos e a incorporação de compostos ativos. Nesse contexto, este trabalho propõe a modificação superficial dessas estruturas por meio de tratamento com plasma de oxigênio, com o objetivo de aumentar a hidrofilicidade e introduzir grupos funcionais polares na superfície do polímero. Após essa etapa, realiza-se a deposição de polipirrol (PPy), responsável por conferir propriedades condutoras às microagulhas e por viabilizar a liberação controlada de metotrexato mediante a aplicação de potencial elétrico. O metotrexato, amplamente utilizado no tratamento da psoríase, é incorporado ao sistema por meio de técnicas como drop casting, visando à administração localizada e mais eficiente. A comparação entre microagulhas de PCL sem tratamento e as tratadas com plasma indica que a modificação superficial favorece a adesão do PPy, promove maior uniformidade do revestimento e pode contribuir para o aprimoramento da liberação controlada do fármaco. Assim, o estudo busca compreender como essas alterações influenciam o desempenho funcional do dispositivo, destacando o papel do tratamento por plasma na otimização das propriedades físico-químicas do sistema e seu potencial para aplicações em drug delivery.
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Pedro Alves da Silva Autreto
Comissão Científica