1 INTRODUÇÃO
A presença feminina na Educação Profissional e Tecnológica (EPT), especialmente nas áreas relacionadas à elétrica, revela um campo permeado por desafios históricos, culturais e sociais. Embora a inserção das mulheres no mundo do trabalho e nos cursos técnicos tenha avançado nas últimas décadas, ainda é possível observar que as áreas de afinidade com a elétrica permanecem marcadas pela predominância masculina e pela reprodução de estereótipos de gênero que impactam diretamente o ingresso, a permanência e a conclusão das estudantes. O interesse por este estudo emergiu da inquietação do pesquisador ao longo de décadas de docência na EPT, período em que foi possível observar a reduzida participação de mulheres nos cursos da área elétrica e o elevado índice de evasão entre as poucas ingressantes. A constatação da escassez de pesquisas, especialmente de autoria masculina, sobre a presença feminina nesse campo reforçou a relevância social e científica desta investigação. O objetivo geral – compreender a presença do público feminino na área elétrica na EPT – fundamenta-se na necessidade de analisar os fatores que influenciam a escolha, a permanência e a desistência das estudantes. Para tanto, foram definidos objetivos específicos que visam identificar os motivos que levam as mulheres a escolherem o curso, as razões que conduzem à evasão, os elementos que favorecem a conclusão e a forma como percebem suas relações com colegas, docentes e espaços educacionais ao longo da formação. A análise histórica revela que a presença feminina na educação técnica é marcada por uma trajetória de exclusão e resistência. Essa afirmação é corroborada por Saffioti(2013) quando escreve que, no Brasil, antes da década de 1930, as mulheres encontravam restrições impostas por instituições como a família e a igreja, com escassas referências à sua participação no ensino técnico profissional. A autora ainda destaca que, mesmo no ensino superior, a presença feminina era significativamente inferior à masculina, e a evasão das mulheres se mostrava mais acentuada. Essa constatação reafirma a necessidade de compreender a permanência feminina na EPT a partir de um olhar crítico, que considere não apenas fatores pedagógicos, mas também sociais, culturais e simbólicos. Como apontam Toscano (2000) e Moreno (1999), é necessário reconhecer que a educação, embora muitas vezes reforce papéis de gênero, também constitui um espaço de possibilidade e mudança, desempenhando papel fundamental na desconstrução dos modelos patriarcais ainda presentes nos processos educativos. Dessa forma, esta pesquisa busca contribuir para o debate sobre gênero, educação e trabalho na EPT, evidenciando os desafios e potencialidades da presença feminina na área elétrica. Esse trabalho é resultado da pesquisa de mestrado intitulada “A presença do público feminino na área elétrica: um estudo de caso a partir da evasão no curso técnico em eletrotécnica do SENAI Blumenau”, desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT), na linha de Práticas Educativas e vinculada ao macroprojeto Inclusão e Diversidade em Espaços Formais e Não Formais de Ensino na EPT, tem como problemática compreender a presença do público feminino na área elétrica a partir do estudo de caso da evasão no curso Técnico em Eletrotécnica do SENAI Blumenau. Trata-se de uma pesquisa de natureza aplicada, abordagem qualitativa e objetivo de ser explicativa. A construção dos dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com estudantes, concluintes e desistentes do curso, sendo as análises fundamentadas na perspectiva da análise do discurso de matriz francesa, a qual busca interpretar os sentidos para além das palavras, considerando as condições de produção, as ideologias e os lugares sociais e simbólicos das falas das entrevistadas. Os resultados obtidos apontam a influência da família nas escolhas profissionais, o papel significativo dos(as) docentes na permanência das estudantes, a presença persistente do machismo na área e as dificuldades enfrentadas pelas mulheres, sobretudo nos espaços de atuação profissional. Diante desse cenário, elaborou-se um produto educacional em formato de ciclo de palestras, voltado a promover a permanência feminina na área elétrica, direcionado a estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio. A proposta busca apresentar e desmistificar a área para as mulheres, além de contribuir para a desconstrução da cultura machista ainda presente nos ambientes escolares e profissionais. Ao compreender as causas da evasão e propor ações de enfrentamento, pretende-se fortalecer práticas educativas mais inclusivas e equitativas, capazes de inspirar novas trajetórias femininas em campos historicamente marcados pela desigualdade de gênero.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
A educação, historicamente, constituiu-se como um instrumento de distinção e poder. Conforme Brandão (1984, p. 2), a criação da escola visava inicialmente formar “os nobres, eruditos, sacerdotes e legisladores”, configurando-se como uma instituição separada do trabalho e, portanto, promotora do “poder ser”. A transmissão formal do saber passou a representar uma nova forma de dominação social, pois o conhecimento sistematizado tornou-se ferramenta de controle e distinção entre as classes. Nesse contexto, a formação para o trabalho permaneceu, por séculos, atrelada à prática e à experiência cotidiana, conforme destaca Manfredi (2016, p. 37), ao afirmar que o aprendizado se dava “na própria dinâmica da vida social e comunitária”. Durante o Brasil colônia, a aprendizagem profissional manteve caráter informal, sendo desenvolvida no próprio ambiente de trabalho, sem regulamentações ou critérios formais, tanto para escravizados quanto para homens livres (Cunha, 2000). A educação formal, reservada às elites urbanas, diferenciava-se daquela voltada às classes populares, marcada pelo empirismo e pela ausência de acesso à alfabetização (Burke, 1998). As mulheres, por sua vez, estiveram historicamente à margem desses processos educativos. Segundo Aranha (2010), a instrução feminina restringia-se a preparar a mulher para o papel idealizado de esposa e mãe, reforçando padrões patriarcais de submissão. As mulheres pobres, em especial, eram destinadas ao trabalho doméstico e de cuidado, aprendendo por meio da prática e sem acesso à escolarização. Mesmo após a permissão legal de ingresso feminino no ensino superior, em 1879, as barreiras econômicas e sociais permaneceram intensas, visto que a formação de magistério não habilitava ao ensino superior, situação que só se modificou com a LDB de 1961 (Ferreira; Nacarato, 2022). Essa exclusão reflete uma estrutura social baseada em desigualdades de gênero e classe, na qual o saber e o trabalho sempre estiveram associados ao poder. No sentido ontológico, Marx e Engels (2007) compreendem o trabalho como elemento essencial da existência humana, capaz de expressar e transformar a vida dos indivíduos e da sociedade. Por meio dele, o ser humano se humaniza, criando e acumulando cultura (Della Fonte, 2018). Entretanto, a divisão social e o conceito de propriedade capitalista consolidaram relações de dominação sustentadas pelo Estado, reforçando o papel subordinado da mulher (Andrade, 2018; Saffioti, 2013). A educação, longe de ser neutra, contribuiu para reproduzir tais desigualdades, segregando meninos e meninas, ricos e pobres (Louro, 1997). Assim, a inserção feminina na educação e no trabalho técnico-industrial representa não apenas uma conquista, mas o resultado de uma longa trajetória de resistência e de busca por equidade.
3 METODOLOGIA
A presente pesquisa é de natureza aplicada, uma vez que busca gerar conhecimentos voltados à solução de problemas concretos e à transformação de uma realidade específica, relacionada à presença feminina na área elétrica da Educação Profissional e Tecnológica (EPT). Segundo Gerhardt e Silveira (2009), esse tipo de pesquisa “[...] objetiva gerar conhecimentos para aplicação prática, dirigidos à solução de problemas específicos, envolvendo verdades e interesses locais”. Assim, o estudo se desenvolve a partir de uma perspectiva que articula teoria e prática, buscando não apenas compreender o fenômeno, mas também propor caminhos para a superação de desigualdades. A abordagem qualitativa foi adotada por permitir uma compreensão mais profunda das experiências e percepções das participantes, valorizando suas subjetividades e o contexto histórico-social em que estão inseridas. Como enfatiza Godoy (1995), a pesquisa qualitativa não se baseia na quantificação de eventos, mas na interpretação dos significados atribuídos pelos sujeitos. Embora o estudo não tenha como foco a mensuração de dados, utilizou-se pontualmente de informações quantitativas para apoiar hipóteses e orientar a elaboração dos instrumentos de coleta. Com relação aos objetivos, trata-se de uma pesquisa explicativa, pois busca identificar e compreender os fatores que influenciam a permanência e a evasão das mulheres nos cursos técnicos da área elétrica, com foco no Curso Técnico em Eletrotécnica do SENAI Blumenau. De acordo com Gil (2002, p. 45), esse tipo de pesquisa “aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o porquê das coisas”. O procedimento metodológico adotado foi o estudo de caso, o que possibilitou a análise detalhada de uma unidade específica — o curso técnico em Eletrotécnica — e a identificação das particularidades do fenômeno em seu contexto real. Fonseca (2002) destaca que esse tipo de estudo visa “conhecer em profundidade o como e o porquê de uma determinada situação”, revelando suas características essenciais sem intervir diretamente sobre o objeto. A construção de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com estudantes concluintes, desistentes e cursantes do curso em questão. O uso desse instrumento possibilitou o aprofundamento das falas e a captação das experiências de forma espontânea. Yin (2009, p. 133) salienta que a entrevista no estudo de caso é “uma das fontes mais importantes de informação [...], uma conversa guiada, não uma investigação estruturada”. O corpus da pesquisa compreendeu dezenove potenciais participantes, das quais dez concederam entrevistas. As falas foram registradas em áudio, transcritas integralmente e analisadas com base na Análise de Discurso de orientação francesa, fundamentada em Eni Orlandi (2003, 2007). Essa abordagem permitiu investigar os sentidos expressos e implícitos nos discursos, compreendendo o “dizer” e o “não dito”, bem como a dimensão simbólica do silêncio como elemento significativo do processo comunicativo. A condução das entrevistas exigiu sensibilidade e preparo do pesquisador, que, como observa Lüdke e André (1986), deve estar atento não apenas ao conteúdo verbal, mas também aos gestos, expressões e entonações, elementos que compõem a comunicação não verbal. A atenção flutuante (Thiollent, 1980) e a observação participante (Vianna, 2007) foram essenciais para captar nuances do discurso, transformando o pesquisador em um sujeito ativo na produção de sentidos. Por fim, a análise dos dados articulou categorias definidas a priori — como motivos da escolha, fatores de evasão, relação com o trabalho e influência familiar — e categorias emergentes, dentre as quais se destacou a hostilidade do meio. Essa categoria, revelada nas falas das entrevistadas, evidenciou as barreiras simbólicas e práticas enfrentadas pelas mulheres nos ambientes de trabalho. O conjunto das análises foi sistematizado de modo a relacionar os achados empíricos com o referencial teórico, permitindo compreender o fenômeno da permanência feminina na área elétrica na EPT e suas implicações para a construção de práticas educacionais mais equitativas.
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A análise das entrevistas mostra que a presença feminina na área elétrica ainda é atravessada por desafios estruturais e simbólicos. As falas das participantes revelam sentimentos de isolamento, insegurança e necessidade constante de provar competência em um ambiente predominantemente masculino. As participantes relatam que, em muitos momentos, suas capacidades técnicas são questionadas, e o reconhecimento do trabalho só ocorre após demonstrações repetidas de eficiência. Essa realidade reflete a permanência de uma cultura profissional que associa o domínio técnico e a liderança ao masculino, reiterando o que Saffioti (2013) descreve como a manutenção do “status quo reificante”, sustentado pela lógica patriarcal. A pesquisa aponta que a permanência das mulheres nos cursos e nas profissões técnicas está profundamente relacionada ao apoio recebido — seja familiar, institucional ou entre colegas. Muitas das entrevistadas destacam que pensaram em desistir em algum momento, especialmente diante de situações de preconceito, solidão e falta de representatividade. Entretanto, a conquista de bons resultados, o desejo de independência financeira e o sentimento de superação tornaram-se fatores decisivos para a continuidade e conclusão dos estudos. A força simbólica de “provar que são capazes” foi um dos principais impulsos relatados, revelando como a motivação feminina ainda se constrói, em parte, pela necessidade de romper estigmas e reafirmar sua legitimidade em espaços tradicionalmente masculinos. Os dados também evidenciam que a presença de professoras e colegas mulheres desempenha papel fundamental na manutenção do engajamento e no fortalecimento do sentimento de pertencimento. Essa representatividade cria um ambiente mais acolhedor e encorajador, diminuindo a sensação de isolamento. O enfrentamento dos estereótipos, a busca por reconhecimento e o fortalecimento de redes de apoio configuram elementos-chave para a inserção e permanência feminina na área elétrica. Como destacam as próprias participantes, cada conquista representa não apenas uma vitória pessoal, mas também uma abertura de caminhos para outras mulheres que desejam trilhar percursos semelhantes.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A pesquisa teve como objetivo compreender a presença feminina na área elétrica, com foco na Educação Profissional e Tecnológica (EPT), a partir do estudo de caso sobre a evasão das estudantes do curso técnico em Eletrotécnica do SENAI Blumenau. Além de identificar os fatores que influenciam o ingresso, a permanência e a desistência das mulheres, buscou-se elaborar um produto educacional que incentivasse sua inclusão e valorização nesse campo historicamente masculinizado.
A análise evidenciou que a baixa presença feminina na área elétrica está relacionada a múltiplos fatores estruturais, culturais e institucionais. A escassez de estudos sobre o tema, especialmente sob a perspectiva masculina, reforça o quanto a desigualdade de gênero permanece invisibilizada. Ao investigar as relações entre família, propriedade capitalista e Estado, observou-se que tais instituições foram decisivas na consolidação de papéis de subordinação da mulher, tanto no trabalho quanto na educação. A herança patriarcal e a divisão sexual do trabalho ainda se refletem nas práticas escolares e profissionais, reproduzindo a ideia de que “a elétrica não é o seu lugar”, expressão que simboliza a resistência à presença feminina nesses espaços. As entrevistas revelaram que a persistência e a resiliência são marcas centrais das mulheres que permanecem e concluem o curso. Entre os principais fatores de evasão destacam-se: a dupla jornada, a sobrecarga doméstica e a ausência de apoio institucional e familiar. A presença de outras mulheres — colegas, professoras ou profissionais da área — mostrou-se um elemento importante de identificação e pertencimento, fortalecendo o desejo de continuidade e superação. O produto educacional “Meninas na Elétrica” surgiu como uma proposta concreta de enfrentamento dessas desigualdades. Por meio de ciclos de palestras com vídeos curtos e histórias de mulheres reais, a iniciativa buscou inspirar novas gerações, desconstruir estigmas e promover o debate sobre a equidade de gênero na EPT. A abordagem audiovisual leve e dialógica se mostrou eficaz na sensibilização das estudantes e dos estudantes. Em síntese, esta pesquisa contribui não apenas para o diagnóstico das barreiras enfrentadas pelas mulheres na área elétrica, mas também para a proposição de práticas concretas de inclusão. Ao articular teoria, empiria e intervenção, reafirma-se o compromisso com uma educação profissional crítica, humanizadora e igualitária, comprometida com a reconstrução de um cenário educacional e laboral mais diverso e inclusivo.
REFERÊNCIAS
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