DIVERSIDADE, EQUIDADE E PERMANÊNCIA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA: UM ESTUDO SOBRE O PERFIL DOS ESTUDANTES DA LICENCIATURA EM PEDAGOGIA E EPT DO IFSP

  • Autor
  • Andreza Silva Areão
  • Co-autores
  • Carolina Machado d`Avila , Gustavo Isaac Killner
  • Resumo
  •  

    RESUMO EXPANDIDO

     

    Grupo de Trabalho (GT): Educação Profissional e Tecnológica

     

    Modalidade do trabalho: comunicação oral

     

    Formato de apresentação: online

     

    DIVERSIDADE, EQUIDADE E PERMANÊNCIA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA: UM ESTUDO SOBRE O PERFIL DOS ESTUDANTES DA LICENCIATURA EM PEDAGOGIA E EPT DO IFSP

    Autoria[1]

    Autoria[2]

    Autoria[3]

     

     

    PALAVRAS-CHAVE: Educação Profissional e Tecnológica; Licenciatura e EPT; Formação de professores

     

    1 INTRODUÇÃO

    A criação da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia[4] marca a consolidação das políticas públicas de formação profissional previstas na Lei de Diretrizes e bases da Educação[5] (LBD) e no Plano Nacional de Educação 2001-2010.

    Os Institutos Federais (IF), criados com a intenção de romper com a tradicional e histórica oposição entre educação profissional e educação superior, são apresentados como uma proposta inovadora, que pretendem a verticalização do ensino profissional, articulando cursos de nível médio, superior e pós-graduação. Além disso, sua estrutura multicampi permitiu a relativamente rápida interiorização, através dos projetos de expansão da rede federal, alcançando comunidades que não tinham acesso a instituições públicas de ensino superior. Entre 2006 e 2010 a Rede Federal compreendia 214 instituições. Atualmente, de acordo com informações nos sites oficiais do Ministério da Educação, são 686 unidades. (Brasil, 2025).

    Nesse sentido, o curso de Licenciatura em Pedagogia e EPT, oferecido na modalidade à distância é uma proposta que consolida a atuação em rede dos IF. O curso foi elaborado coletivamente por docentes e técnicos administrativos de treze instituições, de diversos estados[6], sendo o primeiro curso a ser ofertado em rede. Essa diversidade de instituições reflete a inovação pretendida pela rede federal e consolida sua atuação na promoção da educação profissional no Brasil.

     

    2 REFERENCIAL TEÓRICO

    Após a publicação da Constituição Federal de 1988, que amplia e garante o direito à educação no Brasil para todos os cidadãos, incluindo a formação para o trabalho, o conceito de uma educação profissional vinculada à prática social que entende o trabalho como princípio educativo influencia as políticas de educação profissional durante a década de 1990. Dentre elas, a criação dos Centros Federais de Educação Tecnológica, antecessores do IF, já com possibilidade oferta de ensino superior (Frigotto, Ciavatta e Ramos, 2006) e a inclusão do tema na LDB e no Plano Nacional de Educação.

    Outro marco importante para a consolidação da Rede Federal, da Educação Profissional e das novas concepções de ensino profissionalizante foi a realização da “I Conferência Nacional de Educação Profissional e Tecnológica”, em 2007. Durante a realização do evento, o então Ministro da Educação, Fernando Haddad, destaca a importância da integração entre a educação básica e a educação superior, reforçando o caráter de formação integral da oferta de cursos dos IF e enfatiza a importância da formação de professores.

    Também aqui se revela o completo equívoco de opor a educação básica à educação superior. Não pode haver essa oposição, porque esses níveis são complementares. Se desejo um corpo docente qualificado para o ensino das nossas crianças e jovens, não posso deixar de olhar com atenção para a expansão e qualificação da educação superior, incluindo a interiorização, de modo a permitir o acesso à educação superior a parte do nosso magistério ainda não diplomado pela universidade (Conferência Nacional de Educação Profissional e Tecnológica, 2007, p. 33).

     

    Desta forma, a possibilidade de ofertar cursos desde o nível técnico até a pós-graduação garante aos IF um caráter inovador no desenvolvimento de políticas públicas, dentre elas, a de formação de professores de diferentes áreas, inclusive com ênfase na educação profissional, caso do curso em análise.

    O processo de elaboração e implementação coletiva do curso de Licenciatura em Pedagogia e EPT, permitiu o fortalecimento da identidade pedagógica da rede e envolvimento de diferentes comunidades, evidenciando seu caráter plural e diverso.  A Licenciatura em Pedagogia e EPT tem, como eixo-aglutinador, a interlocução permanente entre conhecimentos teóricos e a prática profissional. (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2024). Além disso,

    [...] visa formar profissionais conhecedores e articulados com a realidade local e regional, com domínio dos conhecimentos específicos de sua área de atuação e com competência pedagógica para atuarem no exercício do magistério nas etapas da educação básica, com atenção à educação profissional e tecnológica, assim como em outras áreas nas quais sejam previstos conhecimentos pedagógicos. (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo, 2024, p. 28).

     

    Seu desenho pedagógico, elaborado coletivamente, não apenas fortalece a identidade da Rede Federal, mas também responde concretamente à demanda histórica por um corpo docente qualificado e específico para atuar na complexa e plural realidade da Educação Profissional. Dessa forma, o curso se apresenta não como um fim em si mesmo, mas como um elemento dinâmico e crucial para a consolidação e o futuro da EPT no país, formando o profissional cuja necessidade foi tão bem articulada nos marcos legais e discursivos que moldaram a rede.

    3 METODOLOGIA

    O estudo caracteriza-se como pesquisa documental quantitativa e descritiva que analisou o perfil discente da Licenciatura em Pedagogia e EPT do IFSP Campus Boituva. Utilizaram-se dados institucionais do sistema acadêmico (2018 a outubro de 2025), examinando indicadores de ingresso, permanência e conclusão por meio de variáveis como situação no curso, sexo e etnia/raça/cor[7]. Os dados foram sistematizados em planilhas e representados graficamente, interpretados à luz de referenciais teóricos sobre políticas de inclusão na EPT.

     

    4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

    A análise documental dos dados referentes ao curso de Licenciatura em Pedagogia e EPT possibilitou identificar aspectos do perfil discente e dos desafios relacionados à permanência e à conclusão dos estudantes.

     

    Perfil dos ingressantes

    Os dados apresentam a predominância feminina entre os estudantes do curso, tendência recorrente em cursos de licenciatura. Conforme o Gráfico 1, as mulheres representam, em média, 80% dos ingressantes. Essa característica reforça a feminização histórica do magistério e evidencia o papel da EPT na ampliação da participação feminina em espaços de formação docente (INEP, 2025).

    Gráfico 1 - Estudantes ingressantes por sexo

    Palavras-chave

  • Educação Profissional e Tecnológica; Licenciatura e EPT; Formação de professores
  • Modalidade
  • Comunicação oral
  • Área Temática
  • GT 7 - Educação Profissional e Tecnológica
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