A escola, muitas vezes, reproduz a lógica da sociedade violenta em vez de atuar como espaço de emancipação, que seria seu papel central. Nesse sentido, o presente artigo tem como objetivo refletir sobre a violência escolar a partir do conceito de barbárie desenvolvido por Theodor Adorno. Parte-se da premissa de que a violência presente nas escolas brasileiras reflete a permanência de traços da barbárie moderna, manifestos na indiferença, na desumanização e na perda do sentido formativo da educação. A pesquisa é de natureza bibliográfica, baseada em autores como Adorno (1995; 2006) e Hannah Arendt (2011). Foi dividida três seções: a primeira denominou-se “A bárbárie em Adorno: fundamentos teóricos” tem um caráter conceitual sobre a barbárie, a segunda, “Violência escolar como expressão da barbárie”, aborda como a violência se manifesta na escola e a terceira traz possibilidades de resistência e foi intitulada “Educação e resistência à barbárie”. A abordagem do tema justifica-se pela intensificação dos casos de violência escolar e a escolha da Teoria de Theodor Adorno para a abordagem do tema se deu em função da reflexão crítica sobre a educação no sentido de repensar o papel da escola diante da regressão subjetiva contemporânea em contraposição ao progresso científico e tecnológico. No campo pessoal, a pesquisa nasce da vivência dos pesquisadores no ambiente escolar e da convivência direta com as diversas formas de violência que marcam cotidianamente esse espaço. Sob o aspecto social, o trabalho intenta contribuir para o debate sobre a necessidade de construção de práticas pedagógicas e políticas educacionais que promovam a cultura da paz, o respeito e a valorização da vida como resistência à barbárie moderna.