1 INTRODUÇÃO
A convivência na Educação Básica e no Ensino Superior constitui um espaço essencial para a aprendizagem, pautado no diálogo, no respeito às diferenças e na construção de vínculos. No contexto contemporâneo, a inclusão de estudantes com distintas necessidades educacionais e a formação de professores conscientes da diversidade configuram-se como desafios que exigem práticas pedagógicas inovadoras. O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), por meio do subprojeto interdisciplinar (Letras, Pedagogia, Educação Especial e Dança), tem se consolidado como um importante instrumento de articulação entre teoria e prática, promovendo a integração entre universidade e escola e oferecendo vivências reais às futuras licenciandas.
A sequência didática intitulada Gêneros Textuais Inclusivos foi desenvolvida na Escola de Educação Básica João Durval Müller, com a turma do 4º ano 1, totalizando 48 aulas realizadas entre março e agosto de 2025. Considerando que a turma conta com nove estudantes da Educação Especial, o trabalho com gêneros textuais inclusivos assumiu relevância ainda maior ao buscar assegurar o direito à aprendizagem por meio de práticas pedagógicas inclusivas. A participação das licenciandas do PIBID tem sido fundamental nesse processo, possibilitando um acompanhamento mais individualizado e favorecendo o uso de metodologias adaptadas e estratégias diversificadas que respeitam os diferentes ritmos, estilos de aprendizagem e necessidades educacionais dos alunos.
O objetivo central foi promover práticas pedagógicas inclusivas e estimular a autonomia dos estudantes por meio de atividades com diversos gêneros textuais, alinhando-as à construção das competências leitora e escritora, à valorização da diversidade e à promoção da convivência democrática no espaço escolar.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
A educação inclusiva e a convivência democrática fundamentam-se em aportes teóricos de autores clássicos e contemporâneos. A Pedagogia Freiriana sustenta que a convivência é o eixo estruturante de todo processo educativo, pois é no encontro entre sujeitos — com suas diferenças, histórias e saberes — que o conhecimento se constrói de forma significativa. Tanto na Educação Básica quanto no Ensino Superior, essa perspectiva desafia as práticas tradicionais e convoca educadores e estudantes a construírem relações pautadas no diálogo, no respeito e na corresponsabilidade. Assim, o sujeito é reconhecido como agente de transformação, capaz de exercer sua liberdade ao assumir criticamente as tarefas de seu tempo (Freire, 1981). O conhecimento, portanto, emerge da ação-reflexão coletiva e da problematização da realidade, fazendo da convivência um espaço de aprendizagem, emancipação e construção de um mundo mais justo e humano. Freire (1981) ressalta a importância do diálogo e da escuta como base da aprendizagem significativa, enfatizando que a educação deve configurar-se como um espaço de interação crítica e ética.
Embora Arendt (2007) não utilize explicitamente o termo convivência nem proponha modelos pedagógicos, ela reconhece que viver em comum é condição essencial para que os indivíduos se reconheçam como cidadãos e agentes ativos na vida coletiva:
[...] conviver no mundo significa essencialmente ter um mundo
de coisas interposto entre os que nele habitam em comum [...] o
mundo ao mesmo tempo separa e estabelece relação entre os
seres humanos [...] (ARENDT, 2007, p. 62).
Sendo assim, a convivência — o viver juntos — passa a ser orientada pela responsabilidade com o mundo. Essa compreensão desloca a convivência de um simples ato de coexistir para uma prática ética e política, na qual o diálogo, o respeito e a corresponsabilidade tornam-se fundamentos da vida em sociedade. Desse modo, conviver não é apenas dividir um mesmo espaço, mas participar ativamente da construção de um mundo comum, reconhecendo o outro como parte indispensável desse processo.
Neste ínterim, o Currículo Base do Território Catarinense (Santa Catarina, 2019), concebe a linguagem como prática social e reconhece o texto como a principal unidade de ensino, pois é por meio dele que os sujeitos interagem, constroem sentidos e participam das diversas esferas da vida em sociedade. A proposta curricular enfatiza que a formação dos estudantes deve contemplar a ampliação das capacidades de leitura, escuta, produção oral e escrita, bem como o desenvolvimento da análise linguística e semiótica de maneira integrada e significativa.
Nesse contexto, a sequência didática Gêneros Textuais Inclusivos alinha-se diretamente a esses pressupostos ao propor, como objetivo central, promover a inclusão e o desenvolvimento da autonomia dos estudantes por meio do trabalho com diferentes gêneros textuais, valorizando a diversidade e assegurando práticas pedagógicas acessíveis e significativas a todos. Ao compreender os gêneros textuais como ferramentas de participação social e de expressão da pluralidade, a sequência desenvolveu práticas que buscaram garantir aos estudantes oportunidades equitativas de aprendizagem, respeitando suas especificidades e contextos socioculturais.
Práticas pedagógicas eficazes devem considerar a diversidade de ritmos e estilos de aprendizagem, adaptando recursos e estratégias de ensino. A abordagem por gêneros textuais permite que os estudantes desenvolvam competências comunicativas e sociais, articulando leitura, escrita e oralidade, além de favorecer experiências de autoria, colaboração e interpretação crítica. Ao mobilizar conhecimentos sobre os diversos gêneros e suportes textuais — suas características, funções sociais e linguagens —, a proposta favorece a formação de leitores e produtores competentes, críticos e sensíveis à diversidade linguística e cultural.
A articulação entre leitura, escrita, oralidade e análise linguística é concebida de forma contextualizada, considerando as múltiplas formas de expressão e os variados modos de apropriação da linguagem pelos estudantes. Nesse sentido, a sequência didática propõe práticas pedagógicas inclusivas que valorizam as variações linguísticas, as múltiplas semioses e as diferentes identidades discursivas presentes no ambiente escolar. Ao abordar temas relacionados à inclusão, à equidade e ao respeito às diferenças, o trabalho com gêneros textuais torna-se uma via eficaz não apenas para o desenvolvimento de habilidades linguísticas, mas também para a formação cidadã, contribuindo para uma escola democrática, representativa e comprometida com os direitos humanos e a justiça social.
O trabalho com gêneros textuais mostra-se essencial no processo de ensino-aprendizagem, pois possibilita o desenvolvimento das competências de leitura, escrita, oralidade e interpretação de maneira contextualizada, significativa e alinhada às práticas sociais reais. Enquanto instrumentos de interação social, os gêneros textuais contribuem diretamente para o letramento crítico e para a ampliação das capacidades comunicativas dos estudantes em diferentes contextos e situações. Sob uma perspectiva inclusiva, sua potência pedagógica torna-se ainda mais evidente, ao favorecer a participação ativa de todos os alunos, respeitando suas singularidades, estimulando a criatividade e promovendo o fortalecimento da autonomia. Dessa forma, a sequência didática proporciona uma formação mais ampla, cidadã e sensível às múltiplas formas de aprender e se expressar.
Além disso, a proposta contempla uma abordagem integrada que articula letramento, inclusão, interdisciplinaridade e expressões corporais — como a dança —, compreendida como linguagem que também comunica, representa e inclui. Essa perspectiva ampliada contribui para a construção de experiências significativas e transformadoras, tanto para as licenciandas envolvidas no planejamento e execução das atividades quanto para os estudantes participantes. Ao integrar diferentes áreas do conhecimento e valorizar a diversidade de modos de expressão, o projeto reafirma seu compromisso com uma educação que acolhe, desafia e potencializa o desenvolvimento humano em suas múltiplas dimensões.
Concordamos com a relevância de desenvolver projetos que partam de perguntas genuinamente questionadoras dos estudantes, pois essa abordagem potencializa o engajamento, a autonomia e o protagonismo dos sujeitos no processo de aprendizagem. No entanto, justificamos, de forma incisiva, a necessidade de máxima atenção aos resultados das avaliações diagnósticas realizadas no início do ano, que evidenciaram fragilidades significativas em leitura, interpretação e produção textual. Tais lacunas apontam para a urgência de práticas pedagógicas mais significativas, dialógicas e centradas nos estudantes, capazes de promover avanços efetivos na aprendizagem e no desenvolvimento de competências fundamentais.
A formação docente inicial, por sua vez, encontra no PIBID um espaço privilegiado de prática reflexiva, no qual as licenciandas vivenciam a complexidade da docência e da gestão da diversidade em sala de aula, consolidando saberes teóricos e práticos em uma experiência de convivência direta com estudantes da Educação Básica.
3 METODOLOGIA
A sequência didática Gêneros Textuais Inclusivos foi desenvolvida na Escola de Educação Básica João Durval Müller, com a turma do 4º ano 1, composta por 25 estudantes, sendo nove público-alvo da Educação Especial. A duração da sequência didática totalizou 48 aulas realizadas entre março e agosto de 2025.
O planejamento considerou a abordagem pedagógica do DUA – Desenho Universal para a Aprendizagem –, voltada à otimização do ensino e da aprendizagem para todos os estudantes. Baseado em evidências científicas sobre os processos de aprendizagem, o DUA orienta-se pelos princípios de Engajamento, Representação e Ação/Expressão, eliminando barreiras e promovendo currículos flexíveis que respondem à variabilidade dos estudantes (Sebastián-Heredero; Prais; Vitaliano, 2022).
Nesta sequência didática, exploramos seis gêneros textuais: carta de reclamação, notícia, fábulas, contos de fadas, adivinhas e poemas. No gênero carta, o trabalho iniciou com um exercício de escrita confidencial sobre bullying, permitindo que os estudantes expressassem livremente suas experiências. As pibidianas assumiram a leitura e a resposta individualizada de cada carta, adequando a linguagem às necessidades de cada aluno, inclusive utilizando imagens de apoio para estudantes em processo de alfabetização. A devolução das cartas constituiu um momento de grande emoção, evidenciando surpresa, satisfação e acolhimento. A etapa seguinte consistiu em uma roda de conversa, na qual foram aprofundadas as experiências relatadas, permitindo que os estudantes refletissem sobre suas vivências e expressassem sentimentos de forma segura e guiada.
No gênero notícia, iniciamos com uma roda de conversa para levantamento de conhecimentos prévios sobre o tema autismo. Posteriormente, utilizamos um vídeo lúdico e slides explicativos sobre os elementos estruturais da notícia — manchete, lide e corpo — e sua função social. A análise coletiva de uma notícia real sobre o autismo possibilitou reflexão crítica sobre a abordagem do tema na mídia. Na atividade prática, os estudantes completaram uma notícia fictícia com lacunas, utilizando um banco de palavras, e produziram lapbooks temáticos, incentivando a leitura crítica e a expressão coletiva.
No gênero fábula, realizou-se leitura coletiva interativa, complementada por vídeos curtos, seguida de construção de mapa mental coletivo para sistematização de personagens, cenários, conflitos e moral das histórias. As atividades incluíram reescrita criativa, dramatização e teatro de sombras, promovendo aprendizagem significativa e expressão corporal.
Nos contos de fadas, a exploração iniciou com leitura, audiovisual e produção textual coletiva, apoiada por zines ilustrados e vídeos, como o clássico João e o Pé de Feijão. Os estudantes produziram textos coletivos e individuais, com orientações enviadas às famílias, podendo apresentar seus recontos de formas diversas, como contação de histórias, leitura dramática ou reconto poético. Essa diversidade valorizou múltiplas linguagens e formas de comunicação, estimulando a expressão criativa e crítica.
O trabalho com adivinhas e lendas foi realizado no contexto do Dia do Folclore (22 de agosto). As atividades incluíram tempestade de ideias, apresentação de conceitos, jogos lúdicos — como “torta na cara” — e pesquisa sobre personagens do folclore brasileiro, resultando na criação de cartazes coletivos que valorizaram a diversidade cultural e o trabalho em grupo.
A proposta pedagógica para o trabalho com o gênero textual poema teve como objetivo despertar a sensibilidade, a criatividade e a expressão dos estudantes. Nossa imersão na poesia iniciou-se com um momento de inclusão vibrante:, de forma coletiva, interpretamos em Língua Brasileira de Sinais (Libras) a canção Era uma casa muito engraçada do compositor Vinícius de Moraes. A experiência foi inspiradora e emocionante, marcada pelo entusiasmo e engajamento de todos.
Na sequência, exploramos diferentes formas de expressão poética — falada, rimada e acompanhada de música —, percebendo que o poema é um gênero presente em múltiplas linguagens e estilos do nosso cotidiano. Para conectar a poesia aos sentimentos, os estudantes foram convidados a pesquisar ou criar poemas que abordassem as temáticas amizade e a inclusão, ampliando sua percepção sobre o poder das palavras na construção de vínculos e na valorização da diversidade.
O ponto alto do encontro foi o intercâmbio de sentimentos, realizado por meio da troca dos poemas, nas quais os estudantes compartilharam suas descobertas e emoções. Encerramos a atividade com uma roda de leitura: cada estudante escolheu, de uma cesta, um poema para ler em voz alta, dividindo com os colegas sua inspiração e encantamento.
Ao final, ficou a nítida sensação de que sementes de amizade e inclusão estão brotando no coração dos estudantes, revelando uma compreensão mais profunda sobre o papel da poesia como expressão da sensibilidade e da educação inclusiva.
A execução da sequência didática demandou algumas poucas adaptações, como banco de palavras, frases auxiliares, atividades de múltipla escolha e acompanhamento individualizado, além de considerar momentos de avaliação formativa, como quizzes interativos via Kahoot, atividades de interpretação textual e registros reflexivos das pibidianas, permitindo ajustes contínuos e garantindo a participação de todos, inclusive dos estudantes em processo de alfabetização. O engajamento dos estudantes evidenciou internalização dos gêneros textuais e dos valores de inclusão, refletida em produções autorais, dramatizações e recontos que contemplaram diversidade, empatia e convivência democrática.
Para as pibidianas, a experiência proporcionou vivência real de planejamento, execução e adaptação de atividades, ampliando repertório teórico-metodológico e compreensão das demandas de uma sala de aula inclusiva. A integração entre universidade e escola consolidou práticas pedagógicas participativas, fortaleceu o protagonismo dos estudantes e promoveu a convivência democrática, evidenciando que a convivência é elemento estruturante da aprendizagem, central tanto na Educação Básica quanto na formação docente.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Refletir sobre a convivência é reconhecer as inquietações da realidade contemporânea, marcada por uma violência que corrói os vínculos humanos. O desenvolvimento da sequência didática Gêneros Textuais Inclusivos evidenciou que práticas pedagógicas centradas na inclusão e na diversidade são fundamentais para promover a aprendizagem efetiva e a convivência democrática na Educação Básica. A utilização de diferentes gêneros textuais — carta, notícia, fábula, conto de fadas, adivinhas e poemas — mostrou-se um recurso poderoso para articular leitura, escrita e oralidade, permitindo que os estudantes se expressem, participem ativamente e construam conhecimentos significativos de forma colaborativa.
Observamos que o trabalho com gêneros textuais favoreceu não apenas o desenvolvimento de competências linguísticas, mas também a promoção de valores relacionados à empatia, à valorização das diferenças e ao respeito às singularidades de cada estudante. A abordagem inclusiva possibilitou adequações pedagógicas que consideraram ritmos, estilos de aprendizagem e necessidades específicas, garantindo oportunidades equitativas de participação e aprendizagem para todos os alunos, incluindo aqueles com deficiência ou necessidades educacionais especiais.
A participação das licenciandas do PIBID foi determinante para a efetivação das práticas inclusivas, permitindo acompanhamento individualizado, adaptação de atividades e construção de estratégias diferenciadas. Essa experiência reforçou a importância da integração entre universidade e escola como espaço de formação docente, reflexão sobre a prática e consolidação de saberes teóricos e metodológicos.
Dessa forma, a experiência demonstra que os gêneros textuais constituem ferramentas pedagógicas inclusivas capazes de articular interdisciplinaridade, criatividade, expressão cultural e habilidades sociais, promovendo aprendizagens significativas e desenvolvimento integral dos estudantes. Assim, práticas pedagógicas fundamentadas em gêneros textuais contribuem para uma educação mais democrática, equitativa e sensível às múltiplas formas de aprender e se expressar, consolidando a convivência inclusiva como elemento estruturante do processo educativo.
A experiência reafirma a importância de políticas públicas como o PIBID, capazes de articular universidade e escola básica e formar docentes sensíveis à diversidade e à colaboração. O trabalho com a sequência didática Gêneros Textuais Inclusivos demonstrou, de forma concreta, como a prática pode ser extensão da teoria e como o aprendizado se potencializa quando há escuta, sensibilidade e compromisso coletivo, evidenciando que a convivência escolar é inseparável da aprendizagem. Torna-se, portanto, essencial planejar práticas que integrem inclusão, criatividade, empatia e interdisciplinaridade.
REFERÊNCIAS
ARENDT, H. A condição humana. 8. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 9. ed. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 1981.
SANTA CATARINA. Governo do Estado. Secretaria do Estado da Educação. Currículo base da educação infantil e do ensino fundamental do território catarinense / Estado de Santa Catarina, Secretaria de Estado da Educação. - Florianópolis: Secretaria de Estado da Educação, 2019.
SEBASTIAN-HEREDERO, Eladio; PRAIS, Jacqueline Lidiane de Souza; VITALIANO, Celia Regina. Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA): uma abordagem curricular inclusiva. 1.ed. São Carlos: De Castro, 2022.
AGRADECIMENTOS
Agradecer é reconhecer que nenhum caminho formativo se constrói de modo solitário. Este trabalho resulta de um percurso profundamente coletivo, sustentado por políticas públicas comprometidas com a educação e por pessoas que acreditam na potência transformadora do ensino. O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) e a Universidade Regional de Blumenau (FURB) constituem a base dessa trajetória, ao promoverem a articulação entre teoria e prática, o diálogo entre universidade e escola e a formação de docentes sensíveis à diversidade humana. O PIBID reafirma que a formação inicial de professores deve ser experiencial, reflexiva e afetivamente comprometida com a realidade das escolas públicas, pois ensinar é, sobretudo, um ato de aprender com o outro. Agradecemos à FURB por ser o solo fértil que abriga e fortalece práticas formativas voltadas à justiça social e à inclusão, reafirmando seu compromisso com a formação de profissionais críticos, éticos e engajados na construção de uma sociedade mais humana e democrática.
A imersão no cotidiano da Escola de Educação Básica João Durval Müller, por meio da sequência didática Gêneros Textuais Inclusivos, possibilitou vivenciar concretamente o significado da docência inclusiva: acolher as diferenças, respeitar os ritmos, reinventar estratégias e reconhecer a potência presente em cada estudante. Agradecemos às equipes pedagógicas e docentes da Escola João Durval Müller, que acolheram o projeto com entusiasmo e espírito colaborativo, bem como aos estudantes do 4º ano 1, que, com curiosidade e confiança, transformaram cada encontro em uma vivência de inclusão e aprendizagem compartilhada.
Nossa gratidão à Prof.ª Dr.ª Cleide Pereira dos Santos Sopelsa, coordenadora colaboradora de área do subprojeto interdisciplinar (Letras, Pedagogia, Educação Especial e Dança), cuja sensibilidade pedagógica, ética e compromisso formativo inspiraram este trabalho. Da mesma forma, à Prof.ª Dr.ª Georgia Carneiro da Fontoura, cuja condução atenta e inspiradora foi essencial para a consolidação do projeto. Seu olhar crítico e encorajador estimulou a construção de uma prática criativa, inclusiva e colaborativa.
A ambas, professoras Cleide e Georgia, expressamos profundo reconhecimento por promoverem uma formação docente pautada no afeto, na reflexão e no compromisso social, tornando o PIBID uma verdadeira experiência de vida e de convivência democrática.
Encerramos este percurso com gratidão e esperança, conscientes de que este trabalho é fruto de uma rede de afetos, saberes e práticas sustentada pela força da coletividade. Que este agradecimento também se traduza em compromisso ético de continuar semeando, nas escolas e universidades, o espírito freiriano que inspira o PIBID e a FURB: o de educar para a liberdade, para o diálogo e para o encontro com o outro em sua plena humanidade.