O financiamento da educação pública, comparado por Santos (2024) ao sistema de rios amazônicos, apresenta fluxos que influenciam diretamente o alcance das políticas educacionais. Nesse cenário, o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) constitui um mecanismo fundamental para apoiar a infraestrutura e a gestão escolar. Nas escolas do campo e comunidades quilombolas do Pará, sua relevância é ampliada pelas especificidades socioculturais e geográficas desses territórios, que exigem ações diferenciadas para garantir equidade educacional. Este estudo analisa a implementação do PDDE nesses contextos, identificando desafios e contribuições para a melhoria das condições de ensino. A pesquisa adota abordagem qualitativa, baseada na análise de conteúdo de Bardin (2016), contemplando normativas, relatórios e estudos sobre o programa. A leitura sistemática e a categorização temática permitiram compreender como o PDDE opera em territórios rurais e tradicionais. Em etapa posterior, prevê-se incluir entrevistas com gestores, professores e lideranças comunitárias, visando comparar registros documentais com percepções práticas. Os resultados apontam dois eixos principais. O primeiro reúne desafios recorrentes: necessidade de gestão adequada às realidades do campo; formação continuada das equipes escolares; participação efetiva das comunidades nos conselhos; limites dos recursos repassados; e dificuldades logísticas associadas ao território. O segundo eixo evidencia avanços, sobretudo a autonomia financeira, o fortalecimento dos conselhos e a agilidade na execução de pequenas melhorias estruturais. Conclui-se que a implementação do PDDE nas escolas do campo e quilombolas requer sensibilidade às particularidades locais, participação comunitária e uso eficiente dos recursos, contribuindo para ampliar a qualidade e a equidade da educação.
O IV SEMINÁRIO SOCIOAMBIENTAL ANGOLA - BRASIL: EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE, TECNOLOGIAS E SAÚDE é uma iniciativa de pesquisadores de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) do Brasil e de Angola que integram a Rede Internacional de Extensão Universitária – RIEU. Nesta quarta edição, que ocorreu no Instituto Superior de Ciências de Educação do Sumbe (ISCED-Sumbe), fizeram parte da equipe as seguintes instituições brasileiras: UTFPR, UEMS, USP, UFTM, UFBA, UENF, IFRJ em parceria com IES angolanas: Universidade do Namibe (UNINBE), Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul (ISPCS), Instituto Superior de Ciências da Educação do Sumbe (ISCED) e Instituto Superior Politécnico Independente (ISPI) - por meio de seus docentes e discentes de graduação e pós-graduação, inclusive da área interdisciplinar.
INSTRUÇÕES GERAIS PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS
Foram aceitos apenas trabalhos inéditos, redigidos em língua portuguesa, que estejam em conformidade com o template disponibilizado. Devem ser observadas as seguintes orientações: espaçamento simples; fonte Times New Roman, tamanho 12; extensão entre 200 e 300 palavras. O resumo devia conter, obrigatoriamente, os seguintes elementos: objetivo, metodologia (tipo de estudo, local, público-alvo), resultados e conclusão, os quais devem ser apresentados de forma clara e precisa. O texto deverá ser digitado de modo a não desconfigurar o template. Serão aceitos até cinco autores por trabalho (incluindo o autor principal), sendo obrigatório que o autor principal esteja inscrito no evento. Cada autor poderá submeter até 2 trabalhos como apresentador. Os trabalhos poderão ser apresentados na modalidade apresentação oral ou pôster. Foram aceitos apenas trabalhos submetidos via plataforma Doity.
COMISSÃO ORGANIZADORA
Comissão Científica
seminariobrasilangola@gmail.com