O estudo analisa a formação histórica do município de Moju, no nordeste paraense, com o objetivo de compreender as dinâmicas territoriais, os conflitos agrários e suas implicações socioambientais, enfatizando seus desdobramentos no campo da educação do campo, em diálogo com a educação ambiental. A pesquisa, de abordagem qualitativa, fundamenta-se na compreensão de significados, valores e práticas sociais (Minayo, 2008). Metodologicamente, articula revisão bibliográfica e análise documental (Gil, 2002; Piana, 2009), buscando resgatar a memória social e valorizar os saberes e práticas educativas das populações do campo, compreendendo o território como espaço formativo. A formação territorial da Amazônia, marcada por disputas pela terra, concentração fundiária e desigualdades socioambientais, manifesta-se de forma intensa em Moju. A expansão de empreendimentos agroindustriais, madeireiros e minerários tem provocado transformações no território, impactando os modos de vida de agricultores familiares, ribeirinhos, quilombolas e povos indígenas. Nesse contexto, os conflitos agrários evidenciam a sobreposição entre projetos econômicos e territórios tradicionais, gerando tensões que afetam a reprodução social e a integridade ambiental. Os resultados indicam que tais conflitos configuram processos educativos, especialmente no âmbito da educação do campo, expressos na mobilização social, na construção de identidades territoriais e na produção de conhecimentos locais. Essas experiências fortalecem práticas de educação ambiental crítica orientadas pela defesa dos direitos territoriais e pela justiça climática. Destacam-se, ainda, impactos como desmatamento, degradação de recursos hídricos e avanço de monoculturas, ampliando vulnerabilidades frente às mudanças climáticas. Conclui-se que articular território, educação do campo e meio ambiente é fundamental para promover práticas educativas comprometidas com a sustentabilidade e a valorização dos saberes locais.
O IV SEMINÁRIO SOCIOAMBIENTAL ANGOLA - BRASIL: EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE, TECNOLOGIAS E SAÚDE é uma iniciativa de pesquisadores de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) do Brasil e de Angola que integram a Rede Internacional de Extensão Universitária – RIEU. Nesta quarta edição, que ocorreu no Instituto Superior de Ciências de Educação do Sumbe (ISCED-Sumbe), fizeram parte da equipe as seguintes instituições brasileiras: UTFPR, UEMS, USP, UFTM, UFBA, UENF, IFRJ em parceria com IES angolanas: Universidade do Namibe (UNINBE), Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul (ISPCS), Instituto Superior de Ciências da Educação do Sumbe (ISCED) e Instituto Superior Politécnico Independente (ISPI) - por meio de seus docentes e discentes de graduação e pós-graduação, inclusive da área interdisciplinar.
INSTRUÇÕES GERAIS PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS
Foram aceitos apenas trabalhos inéditos, redigidos em língua portuguesa, que estejam em conformidade com o template disponibilizado. Devem ser observadas as seguintes orientações: espaçamento simples; fonte Times New Roman, tamanho 12; extensão entre 200 e 300 palavras. O resumo devia conter, obrigatoriamente, os seguintes elementos: objetivo, metodologia (tipo de estudo, local, público-alvo), resultados e conclusão, os quais devem ser apresentados de forma clara e precisa. O texto deverá ser digitado de modo a não desconfigurar o template. Serão aceitos até cinco autores por trabalho (incluindo o autor principal), sendo obrigatório que o autor principal esteja inscrito no evento. Cada autor poderá submeter até 2 trabalhos como apresentador. Os trabalhos poderão ser apresentados na modalidade apresentação oral ou pôster. Foram aceitos apenas trabalhos submetidos via plataforma Doity.
COMISSÃO ORGANIZADORA
Comissão Científica
seminariobrasilangola@gmail.com