Este trabalho objetiva analisar as percepções e demandas de agricultores familiares de Abaetetuba, Pará, em relação às mudanças climáticas a fim de gerar subsídios para o desenvolvimento de práticas de educação ambiental voltadas a realidade do Campo. O público-alvo da pesquisa foram os agricultores familiares que participam da Associação dos Agricultores Familiares de Abaetetuba (AFAFA) que promovem, na área urbana de Abaetetuba, a Feira de Agricultura Familiar. Para tanto, visitamos as propriedades/posses rurais de cinco agricultores familiares, com os quais realizamos entrevista semiestruturada, a partir de um formulário contendo 39 questões, e aplicamos a técnica turnê guiada. Identificamos que os agricultores, dedicam-se, sobretudo, ao cultivo da mandioca e produção de seus derivados, como farinha, tapioca e tucupi, e a produção de hortaliças. Além disso, é comum realizarem o extrativismo de frutas nativas, incluindo açaí, pupunha e cupuaçu. Apenas um deles desenvolve apicultura, que é de onde ele falou que vem maior parte da renda. Todos os agricultores familiares entrevistados percebem em seu dia a dia os reflexos das mudanças que estão acontecendo no clima global, interferindo negativamente em suas práticas agrícolas: “Quando é verão, a gente não consegue produzir ao ar livre, porque o impacto do sol é muito grande, é muito grande na hortaliça, como é um produto sensível que é a nossa área, é muito grande o impacto do sol”. Deste modo, as mudanças climáticas estão gerando perdas significativas nas rendas dos agricultores, o que contribui para acentuar a pobreza rural e aumentando a insegurança alimentar. Apesar disso, inexiste por parte do poder público local estratégias de assistência técnica aos agricultores, sendo fundamental a adoção de práticas de educação ambiental capazes de orientar e mobilizar estes agricultores sobre as mudanças climáticas e as políticas públicas relacionadas.
O IV SEMINÁRIO SOCIOAMBIENTAL ANGOLA - BRASIL: EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE, TECNOLOGIAS E SAÚDE é uma iniciativa de pesquisadores de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) do Brasil e de Angola que integram a Rede Internacional de Extensão Universitária – RIEU. Nesta quarta edição, que ocorreu no Instituto Superior de Ciências de Educação do Sumbe (ISCED-Sumbe), fizeram parte da equipe as seguintes instituições brasileiras: UTFPR, UEMS, USP, UFTM, UFBA, UENF, IFRJ em parceria com IES angolanas: Universidade do Namibe (UNINBE), Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul (ISPCS), Instituto Superior de Ciências da Educação do Sumbe (ISCED) e Instituto Superior Politécnico Independente (ISPI) - por meio de seus docentes e discentes de graduação e pós-graduação, inclusive da área interdisciplinar.
INSTRUÇÕES GERAIS PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS
Foram aceitos apenas trabalhos inéditos, redigidos em língua portuguesa, que estejam em conformidade com o template disponibilizado. Devem ser observadas as seguintes orientações: espaçamento simples; fonte Times New Roman, tamanho 12; extensão entre 200 e 300 palavras. O resumo devia conter, obrigatoriamente, os seguintes elementos: objetivo, metodologia (tipo de estudo, local, público-alvo), resultados e conclusão, os quais devem ser apresentados de forma clara e precisa. O texto deverá ser digitado de modo a não desconfigurar o template. Serão aceitos até cinco autores por trabalho (incluindo o autor principal), sendo obrigatório que o autor principal esteja inscrito no evento. Cada autor poderá submeter até 2 trabalhos como apresentador. Os trabalhos poderão ser apresentados na modalidade apresentação oral ou pôster. Foram aceitos apenas trabalhos submetidos via plataforma Doity.
COMISSÃO ORGANIZADORA
Comissão Científica
seminariobrasilangola@gmail.com