A literacia ambiental constitui uma dimensão essencial da formação docente, permitindo que professores e futuros professores desenvolvam competências críticas para compreender e intervir nos problemas socioecológicos contemporâneos. Segundo David Orr (1992, 2004), a literacia ecológica implica a capacidade de reconhecer interdependências entre sistemas naturais e sociais, promovendo uma educação orientada para a sustentabilidade. Já Stephen Sterling (2001, 2010) defende uma abordagem sistémica da literacia ambiental, em que o ensino deve integrar pensamento crítico, interdisciplinaridade e ação transformadora. Mais recentemente, Olsson et al. (2022) sublinham que futuros professores tendem a apresentar perfis de literacia ambiental fragmentados, reforçando a necessidade de programas formativos que articulem causas, consequências e soluções dos problemas ambientais. O presente estudo teve como objetivo comparar o nível de literacia ambiental de professores e futuros professores de Ciências de uma Faculdade de Angola. A metodologia seguiu os seguintes passos: definição do problema e objetivos; seleção da amostra composta por professores dos cursos de Biologia, Química, Física e Geografia (N=30) e estudantes/futuros professores (N=131); aplicação de um inquérito por questionário, centrado na identificação de problemas ambientais, suas causas, consequências e soluções; recolha de dados com garantia de anonimato e ética. O tratamento dos dados estatístico foi através do software SPSS, recorrendo a estatística descritiva (frequências e percentagens) e criação de categorias emergentes, a análise comparativa entre grupos, verificando diferenças estatisticamente significativas e discussão dos resultados à luz da literatura internacional. Os resultados revelaram perfis distintos, em que os professores apresentaram uma leitura mais estrutural e sistémica dos problemas ambientais, enquanto os futuros professores evidenciaram uma leitura mais experiencial e local, marcada por dispersão conceptual. Concluiu-se que projetos de investigação, visão e ação são fundamentais para fortalecer a literacia ambiental na formação inicial, promovendo competências de análise crítica e estratégias de mudança comunitária.
O IV SEMINÁRIO SOCIOAMBIENTAL ANGOLA - BRASIL: EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE, TECNOLOGIAS E SAÚDE é uma iniciativa de pesquisadores de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) do Brasil e de Angola que integram a Rede Internacional de Extensão Universitária – RIEU. Nesta quarta edição, que ocorreu no Instituto Superior de Ciências de Educação do Sumbe (ISCED-Sumbe), fizeram parte da equipe as seguintes instituições brasileiras: UTFPR, UEMS, USP, UFTM, UFBA, UENF, IFRJ em parceria com IES angolanas: Universidade do Namibe (UNINBE), Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul (ISPCS), Instituto Superior de Ciências da Educação do Sumbe (ISCED) e Instituto Superior Politécnico Independente (ISPI) - por meio de seus docentes e discentes de graduação e pós-graduação, inclusive da área interdisciplinar.
INSTRUÇÕES GERAIS PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS
Foram aceitos apenas trabalhos inéditos, redigidos em língua portuguesa, que estejam em conformidade com o template disponibilizado. Devem ser observadas as seguintes orientações: espaçamento simples; fonte Times New Roman, tamanho 12; extensão entre 200 e 300 palavras. O resumo devia conter, obrigatoriamente, os seguintes elementos: objetivo, metodologia (tipo de estudo, local, público-alvo), resultados e conclusão, os quais devem ser apresentados de forma clara e precisa. O texto deverá ser digitado de modo a não desconfigurar o template. Serão aceitos até cinco autores por trabalho (incluindo o autor principal), sendo obrigatório que o autor principal esteja inscrito no evento. Cada autor poderá submeter até 2 trabalhos como apresentador. Os trabalhos poderão ser apresentados na modalidade apresentação oral ou pôster. Foram aceitos apenas trabalhos submetidos via plataforma Doity.
COMISSÃO ORGANIZADORA
Comissão Científica
seminariobrasilangola@gmail.com