O estudo apresenta uma experiência de cartografia social desenvolvida na comunidade Moju-Miri da cidade de Abaetetuba/Pa, na Amazônica Tocantina, com o objetivo de evidenciar saberes tradicionais presentes na comunidade Moju-Miri por meio do método da Cartografia Social. A pesquisa parte do reconhecimento da importância desses conhecimentos para a formação social, cultural e ambiental dos moradores, bem como da necessidade de sua preservação frente às transformações contemporâneas. O método adotado ancora-se na abordagem qualitativa, de metodologia participativa que contou com a participação de crianças da escola municipal da comunidade de Moju-miri, curandeiro e demais moradores da comunidade; foi utilizada as Diretrizes Nacionais da Educação do Campo para direcionar a participação ativa dos sujeitos da comunidade por meio de entrevistas, observações e construção coletiva de mapas sociais. Durante o processo, foram identificados espaços significativos, como a casa de farinha, áreas de uso medicinal, locais de convivência e práticas religiosas, que refletem a organização social e os modos de vida locais. Os resultados evidenciam a centralidade de figuras tradicionais, como o curandeiro, e a relevância dos conhecimentos transmitidos oralmente, associados ao uso de plantas medicinais e à relação com o território. A cartografia social possibilitou maior visibilidade às práticas culturais e contribuiu para o fortalecimento do sentimento de pertencimento entre os moradores. Conclui-se que a cartografia social se configura como uma ferramenta potente para a valorização dos saberes tradicionais, favorecendo o diálogo entre escola e comunidade contribuindo para a construção de políticas educacionais mais contextualizadas. Dessa forma, o estudo reforça a importância de iniciativas que integrem conhecimento científico e saberes populares promovendo uma educação que respeita a identidade da comunidade, adota concepções críticas e comprometidas com a realidade local.
O IV SEMINÁRIO SOCIOAMBIENTAL ANGOLA - BRASIL: EDUCAÇÃO, MEIO AMBIENTE, TECNOLOGIAS E SAÚDE é uma iniciativa de pesquisadores de diversas Instituições de Ensino Superior (IES) do Brasil e de Angola que integram a Rede Internacional de Extensão Universitária – RIEU. Nesta quarta edição, que ocorreu no Instituto Superior de Ciências de Educação do Sumbe (ISCED-Sumbe), fizeram parte da equipe as seguintes instituições brasileiras: UTFPR, UEMS, USP, UFTM, UFBA, UENF, IFRJ em parceria com IES angolanas: Universidade do Namibe (UNINBE), Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul (ISPCS), Instituto Superior de Ciências da Educação do Sumbe (ISCED) e Instituto Superior Politécnico Independente (ISPI) - por meio de seus docentes e discentes de graduação e pós-graduação, inclusive da área interdisciplinar.
INSTRUÇÕES GERAIS PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS
Foram aceitos apenas trabalhos inéditos, redigidos em língua portuguesa, que estejam em conformidade com o template disponibilizado. Devem ser observadas as seguintes orientações: espaçamento simples; fonte Times New Roman, tamanho 12; extensão entre 200 e 300 palavras. O resumo devia conter, obrigatoriamente, os seguintes elementos: objetivo, metodologia (tipo de estudo, local, público-alvo), resultados e conclusão, os quais devem ser apresentados de forma clara e precisa. O texto deverá ser digitado de modo a não desconfigurar o template. Serão aceitos até cinco autores por trabalho (incluindo o autor principal), sendo obrigatório que o autor principal esteja inscrito no evento. Cada autor poderá submeter até 2 trabalhos como apresentador. Os trabalhos poderão ser apresentados na modalidade apresentação oral ou pôster. Foram aceitos apenas trabalhos submetidos via plataforma Doity.
COMISSÃO ORGANIZADORA
Comissão Científica
seminariobrasilangola@gmail.com